Lula sanciona lei que inclui nome de Margarida Alves no ‘Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria’

Líder sindical paraibana foi uma das pioneiras na organização de sindicatos rurais na região e símbolo da luta pelos direitos dos agricultores e trabalhadores rurais. A Lei 14.649/23 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 17

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Lula sanciona lei que inclui nome de Margarida Alves no ‘Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria’. Foto: Reprodução

Um dia após a Marcha das Margaridas 2023, que levou mais de 100 mil mulheres para as ruas de Brasília (DF), o presidente Lula sancionou a Lei 14.649/23, que inscreve o nome da líder sindical paraibana, Margarida Maria Alves, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

A proposta de homenagem a uma das pioneiras na organização de sindicatos rurais na Paraíba e símbolo da luta pelos direitos dos agricultores e trabalhadores rurais foi apresentada pela deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) na Câmara dos Deputados, e na Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal, com a relatoria do senador Paulo Paim (PT/RS). O Projeto de Lei Complementar (PLC) foi aprovado nesta terça-feira (15) no Senado.

“Uma vitória simbólica, celebrada no mesmo momento da abertura da marcha em Brasília, comemorou a deputada Rosário.

Justiça social

 O senador Paim ressalta que a aprovação do projeto é o reconhecimento da importância de Margarida para a história do país e para quem acredita na justiça social e na igualdade de direitos.

“A inclusão de Margarida Alves no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é uma vitória para todos aqueles que acreditam na justiça social e na igualdade de direitos. Sua luta e seu sacrifício não serão esquecidos, e seu nome será eternizado como um símbolo de resistência e coragem”.

Com os nomes de personagens históricos comok Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Santos Dumont, O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, está no Panteão da Liberdade e da Democracia, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

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Símbolo de resistência

Nascida em 5 de agosto de 1993, em Alagoa Grande (PB), Margarida Alves se tornou líder sindical de resistência e luta pela reforma agrária, pelo fim da exploração de trabalhadores rurais e pelo combate à violência no campo.

Em 12 de agosto de 1983, Margarida Alves foi assassinada em frente de casa, por pistoleiros contratados por fazendeiros da região. O assassinato chocou o país e se tornou um símbolo da luta pela justiça social e pelos direitos humanos.

Marcha das Margaridas 

A Marcha das Margaridas é realizada a cada quatro anos desde 2000, e reúne em Brasília milhares de mulheres de todas as regiões do país. Agricultoras, indígenas, quilombolas, pescadoras, extrativistas e outras trabalhadoras rurais se unem para reivindicar melhores condições de trabalho, acesso à terra, políticas públicas voltadas para o campo e o fim da violência de gênero.

Com o tema “Pela Reconstrução do Brasil e Pelo Bem Viver”, a 7ª Marcha das Margaridas começou na terça (15) e terminou nesta quarta-feira (16).

Da Redação, com informações da Agência Câmara

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