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Brasil, que deixou Mapa da Fome pela 2ª vez com Lula, tem menor índice da série histórica

Publicação da ONU mostra que insegurança alimentar severa caiu para 0,6% entre 2023 e 2025, o menor patamar já registrado

Mais de 16 milhões de pessoas no país saíram da condição de insegurança alimentar severa
Foto: Estevam Costa / Seaud

O Brasil está fora do Mapa da Fome e com números ainda melhores. A insegurança alimentar severa no país, que é a fome e a falta de acesso a alimentos para todas as pessoas de um domicílio, a  ficou em 0,6% no triênio de 2023 a 2025. Essa queda leva em conta o primeiro que leva em conta apenas os anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o menor valor já registrado e uma queda de mais de 91% nos últimos três triênios avaliados. Antes da chegada de Lula no governo o Brasil retornou ao Mapa da Fome no governo de Jair Bolsonaro. 

Os dados são do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI)”, divulgado nesta terça-feira, 21, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O documento confirma que o Brasil manteve abaixo de 2,5% a parcela da população sem acesso à quantidade mínima de calorias necessária para uma vida saudável.

A insegurança alimentar severa alcançou o maior patamar da série no período 2020-2022, quando atingiu 8,5% da população — o equivalente a 17,9 milhões de pessoas.

O presidente Lula afirmou, na plataforma X, que “esse é o resultado de um país que voltou a colocar o combate à fome no centro das prioridades”. “Garantir comida no prato, dignidade e oportunidades para quem mais precisa continuará sendo um compromisso permanente”, afirmou o presidente.

Hoje, os indicadores mostram que cerca de 16,7 milhões de brasileiros deixaram essa condição. O indicador vem apresentando queda contínua nos últimos levantamentos da FAO: 6,6% no triênio 2021-2023, 3,4% em 2022-2024 e 0,6% em 2023-2025.

O resultado é medido pelo indicador de Prevalência de Subnutrição (PoU), utilizado pela FAO na elaboração do Mapa da Fome. De acordo com a organização, países com índice inferior a 2,5% deixam de integrar o Mapa da Fome.

Campeã da Boa Vontade da FAO contra a Fome, a primeira-dama Janja Lula da Silva comemorou a divulgação dos novos dados e afirmou que políticas públicas integradas de combate à fome, à insegurança alimentar e à má nutrição são capazes de transformar a realidade das pessoas:

“O Brasil mostra, mais uma vez, que é possível vencer a fome quando isso se torna prioridade de governo. Alcançar o menor índice de fome da história do nosso país representa o compromisso do presidente Lula em cuidar das pessoas.”

Alimentação saudável

O relatório também aponta melhora no acesso da população a uma alimentação saudável. A proporção de brasileiros que não conseguem pagar por uma dieta adequada caiu de 24,1%, no triênio encerrado em 2023, para 21,1% no período encerrado em 2025.

Segundo a FAO, o custo diário de uma dieta saudável no Brasil foi estimado em US$ 4,89 por pessoa, abaixo da média da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e Caribe (US$ 4,91). Para chegar aos resultados, a organização considera indicadores macroeconômicos e demográficos, como perfil de renda da população, tamanho da população e custo médio de uma cesta de alimentos saudável.

Cenário econômico

Os resultados do relatório refletem também a melhora dos indicadores macroeconômicos brasileiros. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025.

No mesmo período, a taxa de desemprego caiu para 5,6% em 2025, enquanto o rendimento médio mensal real domiciliar per capita atingiu R$ 2.264, o maior valor da série histórica iniciada em 2012.

O documento destaca ainda a importância do controle da inflação, especialmente dos alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de alimentos foi de 2,95% em 2025, enquanto a inflação média anual dos alimentos no triênio de referência (2023-2025) ficou em 3,8%.

Nota Oficial

Em nota, o Governo brasileiro reiterou que os resultados do relatório da FAO refletem o fortalecimento das políticas públicas de combate à fome e à insegurança alimentar. O texto ressalta que o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) articula ações de proteção social, transferência de renda, acesso ao crédito agrícola e compras públicas de alimentos.

“Os resultados brasileiros para o triênio 2023-2025 no campo da alimentação refletem a melhoria também aferida em indicadores macroeconômicos oficiais do país.”

A nota destaca ainda que a redução da fome está associada à melhora de indicadores econômicos e sociais registrados nos últimos anos. Segundo o governo, o crescimento do PIB, a queda do desemprego, o aumento da renda média da população e o controle da inflação, especialmente dos alimentos, contribuíram para ampliar o acesso da população à alimentação adequada e consolidar os avanços apontados pelo relatório da FAO.