Novo crédito imobiliário: classe média volta a sonhar com casa própria
Programa lançado por Lula nesta sexta-feira (10) eleva teto dos financiamentos para R$ 2,25 milhões e promete injetar até R$ 37 bilhões na economia
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Ao anunciar, nesta sexta-feira (10), em São Paulo, o novo modelo de crédito imobiliário, o presidente Lula devolveu à classe média o direito de financiar sua casa própria em condições justas. A medida, construída em parceria entre o governo e o Banco Central, moderniza o sistema de habitação, amplia o acesso e consolida o papel do Estado como indutor do desenvolvimento.
Com a nova regra, o teto dos imóveis financiados passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões e a taxa máxima de juros será de 12% ao ano. O governo estima que será possível liberar de imediato até R$ 37 bilhões em crédito e impulsionar 80 mil novos financiamentos pela Caixa Econômica Federal até 2026.
O modelo usa de forma mais eficiente o dinheiro depositado na poupança. Antes, 65% desses recursos eram obrigatoriamente destinados ao crédito imobiliário, 20% ficavam retidos no Banco Central e 15% podiam ser aplicados livremente pelos bancos. Agora, parte do compulsório também será usada para financiar moradias, o que aumenta a liquidez e estimula a redução dos juros.
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“Pensando nessa gente”
Em seu discurso, Lula falou da importância de garantir moradia digna para todos, incluindo os que não se enquadram no Minha Casa, Minha Vida. “Um trabalhador metalúrgico, um professor, um trabalhador da Caixa Econômica, ganham R$ 8 mil, R$ 10 mil […] não conseguem comprar uma casa, porque não estão na faixa 1, faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida. Esse programa foi feito pensando nessa gente, pensando em dar, àqueles que ainda não têm, o direito de ter sua casinha um pouco melhor.”
Lula destacou que o objetivo é devolver ao crédito imobiliário sua função social, fortalecendo o mercado e atendendo famílias de renda intermediária, um público que vinha sendo ignorado pelos grandes bancos.
Presidente Lula participa do anúncio do novo modelo de crédito imobiliário https://t.co/cbLjgnOyZv
— Lula (@LulaOficial) October 10, 2025
Um novo uso para a poupança
Pelas novas regras do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), agora os bancos poderão usar parte do que antes era depositado no Banco Central como crédito habitacional.
Segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a medida corrige distorções históricas. “Desde o primeiro momento, o presidente Lula disse: ‘Eu não quero uma solução paliativa, eu quero uma mudança estrutural, uma solução definitiva’. Esse foi o pedido do presidente Lula para toda a equipe.”
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou o caráter transformador da medida. “É a maior reforma de crédito da história do Brasil. Estamos coroando uma transformação que abre oportunidades de atração de investimentos como há muito tempo não se via.”
Em suas redes sociais, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou que o programa irá “garantir maior acesso da classe média ao financiamento da casa própria, fortalecento o setor da construção civil e a geração de empregos.”
Moradia é direito e crédito é a forma de alcançá-lo. O presidente @LulaOficial anunciou hoje a ampliação do crédito habitacional, que vai garantir maior acesso da classe média ao financiamento da casa própria, fortalecendo o setor da construção civil e a geração de empregos. O… pic.twitter.com/mFjOFKA4QW
— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) October 10, 2025
Um passo à frente
A transição para as novas regras ocorrerá de forma gradual, até 2027. Nesse período, o direcionamento obrigatório dos recursos da poupança será reduzido e parte do compulsório, liberada para o crédito. A previsão é que, ao fim do processo, 80% dessa verba seja utilizada para financiar imóveis.
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Com a reforma, Lula devolve ao crédito imobiliário sua função original: ser um instrumento de acesso, e não de exclusão. O governo reafirma o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, ao mesmo tempo que aposta na classe média como motor da economia.
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Da Redação
