Pandemia

  • Segundo técnicos do Comitê de Operações de Emergência (COE) que estiveram reunidos com o ministro interino da Saúde em 25 de maio, sem medidas de isolamento social, os efeitos da Covid-19 irão repercutir por até dois anos no país, inclusive sobre a retomada da economia. Ata da reunião foi obtida e revelada pelo ‘Estadão’ nesta quinta-feira (23). Especialista em relações entre pandemias e direito internacional, jurista Deisy Ventura vê “política de extermínio em curso”
  • Enquanto país volta a ter alta no registro de mortes diárias – 1.367, entre segunda e terça-feira, o segundo mais alto desde o início da pandemia – TCU confirma omissão da Saúde no repasse de verbas emergenciais para combate à pandemia, denunciada pela ‘Agência PT ‘de Notícias no mês passado. Segundo relatório do TCU, obtido pela ‘Folha’, dos R$ 38,9 bilhões prometidos a estados e municípios, R$ 11,4 bilhões saíram dos cofres públicos até 25 de junho, apenas 29% do total
  • De acordo com o projeto, as gratificações beneficiariam cargos ocupados por militares, com remunerações maiores que os valores atuais e direito a acumulação dos salários da carreira e do governo. Diante disso, o general Augusto Heleno, chefe do GSI, parece ter errado o endereço quando chamou de “saqueadores” do dinheiro público “todos os governos dos últimos trinta anos”, em entrevista à rádio Jovem Pan, na segunda-feira, 20 
  • Logo após anúncio de que testes para duas vacinas, chinesa e britânica, mostraram-se seguros e produziram resposta imunológica contra o novo coronavírus, o estado recebeu 20 mil doses enviadas pela chinesa Sinovac. Com coordenação do Instituto Butantan, 890 voluntários começam a ser testados já nesta terça-feira no Hospital das Clínicas de São Paulo. Especialistas consideram, no entanto, que ainda é cedo para comemorações e recomendam cautela
  • “A imunidade de rebanho só acontece com uma vacina — que não existe — ou quando muita gente adquire naturalmente anticorpos. Se hoje já morreram mais de 76 mil pessoas, seria ético esperar contaminar 60% a 70% da população e deixar morrer quase 1 milhão para então atingir a imunidade de rebanho? É óbvio que não. A ideia de mirar a imunidade de rebanho como uma política de saúde é absurda, mal pensada e antiética”, afirma o epidemiologista Pedro Hallal
  • Imprensa internacional repercute marca de 2 milhões de infectados e mais de 76 mil mortos e relembra sabotagem de Bolsonaro no combate à pandemia. “Apesar da rápida disseminação do vírus, Bolsonaro, um ex-capitão do exército de extrema direita, pressionou os governos locais a suspenderem as restrições ao bloqueio”, descreve a Reuters. “Sem orientação do governo federal, os estados implementaram medidas antivírus como bem entenderam, com políticas que variavam e muitas vezes se contradiziam”, destaca Bloomberg
  • “Se antes da pandemia esse quadro já era preocupante, quando assistimos no Brasil à morte de mais de 70 mil pessoas e a existência de mais de um 1,9 milhão de casos de Covid-19, não deixa de ser chocante constatar o subfinanciamento crônico do Sistema Único de Saúde (SUS), agravado pelo teto do gasto definido pela Emenda Constitucional nº 95 – EC 95”, alertam economistas em artigo