Pela primeira vez desde maio de 2024, Copom reduz Selic para 14,75% ao ano

Comitê de Política Monetária do Banco Central tomou decisão apesar do cenário de incertezas decorrentes do conflito no Oriente Médio e preço do petróleo

Antonio Cruz/Agência Brasil

Fachada do Banco Central, em Brasília.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa básica de juros, nesta quarta-feira, 18, apesar do cenário de incertezas decorrente do conflito no Oriente Médio e das oscilações no preço do petróleo. A Selic caiu 0,25 ponto percentual (p.p.), passando de 15% para 14,75% ao ano. Essa foi a primeira vez que o colegiado diminuiu os juros desde maio de 2024. Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano.

“O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, destacou o texto com o anúncio da decisão.

O Copom indicou que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, argumentou o Comitê.

O colegiado já havia sinalizado, na última reunião, em janeiro, o início de um novo ciclo de redução da Selic por conta do controle estrito da inflação praticado pelo Governo Lula. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro manteve-se em 3,81%, no acumulado de 12 meses.

Antes da reunião desta quarta, 18, os especialistas do mercado financeiro estavam divididos sobre a decisão do Copom. Das 103 instituições consultadas pelo jornal Valor Econômico, por exemplo, 49 indicavam corte de 0,5 p.p., enquanto que 53 apostavam em 0.25 p.p.

Apesar da redução, o Brasil ainda pratica a segunda maior taxa de juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia.

Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Brasil.

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