Para quem chegou ao segundo turno sem ter escolhido um candidato no primeiro, a decisão agora exige olhar para as propostas colocadas em disputa e para os efeitos que elas podem ter sobre a vida da população. Em vídeo publicado nas redes sociais, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, dialoga com o eleitorado indeciso e apresenta diferenças entre os projetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato da extrema direita, osenador Flávio Bolsonaro (PL), em áreas que afetam diretamente o cotidiano das famílias.
Para a ministra, a escolha eleitoral não pode ser dissociada dos efeitos das políticas públicas sobre a vida cotidiana. “A nossa vida individual é muito mais afetada pelas escolhas coletivas, pelas decisões dos governos e pelo que acontece no mundo do que a gente pode imaginar”, diz.
Além disso, Machiaveli complementa que “as propostas apresentadas pela oposição e por Flávio Bolsonaro não resolvem nenhum dos nossos problemas, e, ao contrário, vão nos afundar em um contexto social muito mais dramático e muito mais difícil”.
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Medidas econômicas e impostos
Ao abordar a economia, Fernanda Machiaveli critica a inspiração de Flávio Bolsonaro no modelo adotado pelo presidente da Argentina, Javier Milei. Entre as medidas associadas à gestão argentina, a ministra cita cortes em benefícios sociais, aposentadorias e políticas públicas.
“O resultado foi recessão econômica, desemprego nas alturas e a pobreza que se espalhou como nunca antes havia sido visto”, afirma.
Na sequência, a ministra contrapõe esse cenário aos resultados apresentados pelo governo Lula no Brasil, destacando o crescimento da economia, o aumento da renda, a redução do desemprego e a inflação sob controle.
Para o eleitor que tem como principal preocupação a carga tributária, Machiaveli chama atenção para medidas adotadas pelo governo Lula para reduzir impostos e aliviar o orçamento das famílias.
“Ele isentou de imposto de renda as pessoas que recebem até cinco mil reais. E aquelas que recebem até sete mil tiveram redução também”, afirma.
Ela também destaca a reforma tributária aprovada pelo Congresso e as mudanças nos impostos em produtos presentes no dia a dia da população, como alimentos e remédios.
“O presidente Lula aprovou uma reforma tributária que isentou a cesta básica de qualquer tipo de tributação e ainda reduziu os impostos de medicamentos e vários outros itens que estão no nosso cotidiano.”
Segurança não significa armamento da população
Na segurança pública, a ministra critica a defesa do armamento da população como resposta central ao problema da violência.
“Qual foi o resultado de colocar tantas armas e tantas balas nas mãos da população brasileira? Aumento de mortes de pessoas inocentes, acidentes com criança, violência doméstica, feminicídio. Esse não é o país que a gente quer.”
Para ela, a política de segurança deve ter como protagonista o Estado, por meio das forças policiais e de ações coordenadas pelo poder público.
“A gente quer um país seguro. E pra segurança pública existem pessoas qualificadas que estão na polícia e elas é que têm que garantir a nossa segurança.”
Machiaveli também destaca a proposta do governo de ampliar a participação do governo federal na área, com a criação de um Ministério da Segurança Pública e mudanças na estrutura de responsabilidades entre União e estados.
Uma escolha para o futuro
Ao final do vídeo, a ministra volta a falar diretamente com o eleitor que ainda não decidiu seu voto e sustenta que a escolha do segundo turno deve considerar os efeitos concretos de cada projeto sobre o país.
“A sua vida pode piorar e muito no governo Bolsonaro, porque eles não têm compromisso com mais ninguém, a não ser os interesses da própria família Bolsonaro e o seu projeto de poder”, declara.
Machiaveli reconhece que parte do eleitorado pode chegar ao segundo turno com críticas ou ressalvas em relação ao governo atual, mas defende que o processo de desenvolvimento seja avaliado a partir de uma perspectiva de continuidade. “Pra gente seguir numa trajetória de crescimento sustentado, nós precisamos seguir juntos com o presidente Lula, apesar de qualquer crítica, apesar das ressalvas que você possa ter”, afirma.
“Não deixe um retrocesso acontecer no nosso país. Não deixe a gente voltar para trás. Vamos pra frente, vamos votar 13.”