Serviços crescem 0,3% e igualam maior nível da história
IBGE aponta sexta alta consecutiva no setor, com destaque para tecnologia e telecomunicações; expansão no ano é de 2,6%
Publicado em
O setor de serviços, maior motor da economia brasileira, manteve a trajetória positiva. Em julho, registrou alta de 0,3% frente a junho, sexta variação positiva consecutiva. Divulgado nesta sexta-feira (12) pelo IBGE, o resultado coloca o segmento 18% acima do nível pré-pandemia e iguala o ponto mais alto da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
Segundo o estudo, de janeiro a julho o crescimento foi de 2,6% e, em 12 meses, 2,9%. Para o IBGE, trata-se de um movimento consistente e espalhado por diferentes áreas, reforçando o peso do setor que mais gera empregos no país.
Leia mais: Lula: “Se tem uma coisa que eu sei é fazer com que o país cresça, gere emprego”
Tecnologia e telecomunicações puxam alta
A expansão de julho teve como principal motor os serviços de informação e comunicação, que cresceram 1%. O avanço reflete o bom desempenho das telecomunicações (+0,7%) e da tecnologia da informação (+1,2%). Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, houve “destaque para as empresas que atuam com portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet”.
Os números são sustentados tanto por setores ligados à inovação quanto pelos que impactam diretamente o cotidiano da população. Os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 0,4%, e os prestados às famílias, como academias, restaurantes e salões de beleza, avançaram 0,3%.
Apesar da alta geral, alguns segmentos não tiveram desempenho positivo no mês. Transportes recuou 0,6%, após cinco meses seguidos de alta. Outros serviços tiveram leve retração de 0,2%. Turismo diminuiu 0,7%, mas revela forte expansão de 3,3% na comparação anual.
Leia mais: Turismo brasileiro bate recorde e fatura R$ 108 bilhões no primeiro semestre
Trajetória consistente
Os bons resultados de julho não ficaram restritos a grandes centros. Doze unidades da federação avançaram, com destaque para Rondônia (10,9%), Mato Grosso do Sul (5,7%), São Paulo (1,7%), Paraná (1,7%) e Santa Catarina (0,9%). No acumulado de janeiro a julho, o setor subiu 2,6% frente ao mesmo período de 2024. Segundo Rodrigo Lobo, desde 2022 não havia registro de seis altas consecutivas.
Ouça o boletim da Rádio PT:
Os números do IBGE confirmam que os serviços seguem em trajetória consistente, puxados pela inovação, pelo consumo das famílias e pelo trabalho de milhões de brasileiros. O setor consolida-se como motor da recuperação econômica de um país que volta a crescer para todas e todos.
Leia mais: PIB bate recorde no 2º tri: economia brasileira mostra resiliência
Da Redação
