“Somos um partido de causas e essas causas nos movimentam”, diz Mateus França

Em entrevista ao Café PT, secretário de Comunicação do PT e Juventude do Piauí, defendeu uma comunicação simples e rápida, principalmente em resposta a disseminação de fake news

Reprodução/TvPT

Secretário de Comunicação do PT e Juventude do Piauí, Mateus França, no programa Café PT, da TvPT

Os desafios da comunicação como instrumento de mobilização da militância para a disputa política nas ruas e nas redes, as estratégias de combate às fake news, o engajamento da juventude e a criação de uma rede de comunicadores populares foram temas da entrevista do secretário de Comunicação do PT e Juventude do Piauí, Mateus França, ao programa Café PT, da TvPT, desta quarta-feira (22). Ele esteve recentemente em Brasília onde participou do PTech, seminário com foco no fortalecimento da comunicação do partido.

“A gente governa para o povo, para a classe trabalhadora, é desse povo que estamos falando e chego à Secretaria de Comunicação do PT do Piauí com essa tarefa de utilizar as ferramentas de comunicação atuais, novas, modernas, diferentes, como forma de alcançar essas pessoas que são a base do país. É para elas que a gente existe”, ressaltou Mateus, ao destacar que o PT só é o PT porque tem uma militância que acredita em suas causas.

“É isso o que diferencia a gente de qualquer outro partido. Somos um partido de causas e essas causas nos movimentam. Esse movimento nos leva a dedicar a nossa vida à construção desse partido”, assinalou.

Estratégia contra fake news

Diante do desafio de combater as fake news, ele desenhou uma estratégia que envolve identificação e resposta ágil. “Precisamos falar simples e rápido, nossa rede de comunicação precisa identificar as fake news e responder de forma simples e imediata. A gente combate a mentira com a verdade”, disparou, ao destacar que é preciso ter a compreensão organizada de como funciona a dinâmica das redes sociais.

“Essa deve ser uma prioridade do partido e, mais do que isso, organizar essa militância virtual para responder de forma simples e rápida”, apontou, ao falar dos grandes desafios do partido de falar para a militância e comunicar para o povo sobre o partido que mudou a vida das pessoas.

“A gente precisa falar uma linguagem que consiga alcançar essas pessoas, que são as pessoas que dão sentido ao partido. É preciso entender os nichos que estão sendo construídos no mundo virtual e como se conectar comunicar (com eles)”, alertou ele sobre a nova realidade que precisa ser bem compreendida para que o partido incida sobre ela de maneira positiva.

Mateus acredita que o partido precisa “entrar nessa vibe” para transformar as experiências das redes sociais em resultados políticos.

O jovem dirigente falou também da sua alegria em integrar o partido e de sua gratidão a Lula e Dilma. “Sou muito feliz e honrado por poder hoje estar na comunicação do PT, na juventude do PT dando a minha contribuição a esse partido que mudou minha vida. Tenho a compreensão de que o que eu faço hoje como dirigente partidário, como militante, é uma retribuição da transformação de vida que eu tive pelo PT, pelo presidente Lula e pela presidenta Dilma”, exaltou.

Juventude nas eleições

“Estou concluindo a minha missão na juventude”, disse ele ao falar da realização do congresso nas etapas municipal, estadual e depois nacional. “Mantivemos a prioridade da juventude como centro de transformação e da transição geracional. Para o PT, a transição geracional não deve ser um critério, mas uma prioridade”, assinalou.

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Mateus acredita que o partido precisa continuar incentivando mais candidaturas jovens e reconhecê-los “como sujeito do presente, mas também como prioridade na disputa na política e do orçamento”, observou. A lógica do sistema eleitoral, em sua opinião, desmotiva a juventude a atuar na política. Por isso é preciso priorizar os jovens nos espaços de poder, no partido, nas gestões e na formatação das chapas.

“A rede social é o campo das disputas da juventude, e o campo de guerra das redes sociais é o campo privilegiado da disputa política”, na visão de Mateus, que aponta que um meme ou uma forma solta, “e as vezes até vazia”, circula muito mais que discursos elaborados, textos e propostas mais densas.

“É essa dualidade que precisamos entender melhor e é nessa dualidade que precisamos atuar. Talvez a juventude não esteja tão engajada nos partidos, nos sindicatos, nas associações, nas ruas, mas a juventude continua debatendo política porque continua debatendo a sociedade. A rede social é esse campo de privilégio das disputas da juventude.

Rede de comunicadores populares

No Piauí, o PT está adotando duas linhas de trabalho prioritárias. O partido está organizando, segundo Mateus, as redes e ferramentas cujo conhecimento foi aprofundado no seminário PTech.

“E vamos organizar uma rede de comunicadores populares. A partir do conteúdo orgânico, da realidade das pessoas, vamos comunicar o PT do Piauí. Estamos avaliando o melhor método de trabalho dessa rede de comunicadores populares”, assinalou, ao informar que haverá reunião nas regionais do PT, presente nos 224 municípios do Estado. A ideia é organizar a produção de conteúdo dos comunicadores populares, identificar como produzem e como os dirigentes estaduais do PT podem impulsionar esses conteúdos.

“Temos apostado nisso e vamos por em prática. Precisamos organizar essa militância virtual porque é uma militância que tem disposição, está engajada no partido, é uma militância de causa, que compreende a dinâmica da sociedade”, observou.

“Precisamos orientar, instruir e organizar essa galera em rede para que possamos fazer uma comunicação melhor e mais eficiente. Estamos otimistas, alegres e acreditamos muito que será uma experiência não só com resultados no Piauí, mas para o PT nacional”, ressaltou.

PTech e militância

Sobre o seminário PTech, realizado de 15 a 17 de outubro em Brasília – e também virtual – para capacitar a militância para a comunicação digital, Mateus ressaltou que ele expressa a preocupação do PT em ter a militância atualizada nas ferramentas de conexão com o mundo. “Precisamos construir o diálogo transparente, franco e direto para entender a dinâmica dessas ferramentas, como elas funcionam na prática e conseguir usá-las da melhor forma.

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Mateus destacou o esforço ‘hercúleo’ da Direção Nacional do PT e das direções estaduais e municipais para o aperfeiçoamento da comunicação do partido e enfatizou que sua militância orgânica constrói a comunicação na base.

“É preciso compreender e usar essas ferramentas para construir uma comunicação interligada, comunicando o partido, o governo as gestões estaduais os mandatos e diretórios e, sobretudo, como compreendemos essa dinâmica de sociedade e se organizar enquanto partido”, observou.

Orgulho de ser PT

Mateus fala com orgulho da militância de seu estado que está na sexta governança petista e tem o senador licenciado Wellington Dias no comando do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, quatro deputados federais que correspondem a 40% da bancada, 12 deputados estaduais com possibilidade chegar a 15 em 2026, o que vai ser 50% da bancada estadual.

“O Piauí é um laboratório exitoso. É o estado mais petista e mais lulista do Brasil. Conseguimos assimilar bem a transformação social, é um estado grato. Temos uma realidade antes e depois de 2002. É inevitável que as pessoas reconheçam mesmo que neguem”, observou, ao observar que o Piauí tem um PT forte e atuante, que consegue definir e pautar sua estratégia a partir da correlação de forças construída no estado.

Da Redação

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