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Crise Sanitária

  • Caos social e desgoverno de Bolsonaro no enfrentamento à pandemia mantém o país no 2º lugar no número de mortes, atrás apenas dos EUA. E o agravamento da crise econômica ameaça populações vulneráveis. Um estudo inédito, conduzido por pesquisadores de universidades brasileiras e publicado na revista científica ‘The Lancet Global Health’, aponta prevalência do vírus entre indígenas e mais pobres. Brasil agora registra 4,7 milhões de casos e 142,2 mil mortes por Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. “Não importa a situação de um país no surto, nunca é tarde para mudar as coisas”, pede diretor-geral da OMS
  • General será efetivado por Bolsonaro como titular na pasta da Saúde nesta quarta-feira (16). Em 120 dias de comando interino de Eduardo Pazuello no ministério, a pandemia deixou um rastro de destruição no país: são 4.349.723 contaminações e 132.125 mortos, ante 220 mil casos e 14,9 mil mortes em 15 de maio, quando o general assumiu a pasta interinamente
  • No fim de semana, praias do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Salvador receberam multidões, que não hesitaram em desobedecer as regras de isolamento social e o uso de máscaras. Brasil ultrapassou a marca de 120 mil mortos e chega cada vez mais perto de registrar 4 milhões de casos de Covid-19. “A banalização da tragédia é comum no Brasil. Na Covid-19 isso é muito perigoso, porque o número de óbitos pode aumentar de forma trágica”, alerta Alexandre Naime, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia
  • No marco simbólico da tragédia da pandemia no país, presidente Bolsonaro voltou a causar aglomerações, sem máscara, e a colocar em risco a vida de brasileiros. Levantamento feito pela Rede de Pesquisa Solidária aponta que o governo federal deixou de coordenar uma política nacional sobre o uso de máscaras no país, e cuidou de enfraquecer até mesmo medidas que já estavam em curso nos estados. “A falta de fiscalização, de programas e da massificação das ações, além da desinformação, rebaixaram a importância do uso de máscaras e reduziram a capacidade de proteção da população mais vulnerável”, aponta levantamento. Brasil registra 3.683.224 casos da doença e 116.964 mortes
  • Com o agravamento da crise, famílias enfrentam impacto duplamente trágico: a perda de pais e avós e, com eles, a principal fonte de renda da família. Levantamento do Ipea aponta que cerca de 4 milhões de adultos e 1 milhão de crianças e adolescentes podem entrar na zona da pobreza com a perda de renda de idosos vítimas da Covid-19. Nesta terça-feira (25), o país ultrapassou a marca de 115.646 mortes e 3.636.167 milhões de infectados. “A doença afetou os idosos em duas vertentes: primeiro que eles morrem mais, segundo porque são os primeiros a perder o emprego por pertencerem ao maior grupo de risco de contrair o novo coronavírus”, diz Ana Amélia Camarano, autora do estudo
  • Nesta segunda-feira (24), quando o país ultrapassa a marca de 3,6 milhões de infectados pelo coronavírus e 115 mil mortes, presidente participou de evento para promover o uso da hidroxicloroquina como solução milagrosa para tratamento de pacientes infectados. ‘Brasil de Fato’ revela que governo fora desaconselhado pela Anvisa sobre uso da droga. No evento, Bolsonaro não lamentou as mortes e voltou a insultar a imprensa. “O genocida não citou uma ação sequer que justificasse o nome do evento [Vencendo a Covid-19]. Apenas exaltou a cloroquina, ofendeu jornalistas, simulou choro e se auto-elogiou. Um desrespeito à memória das vítimas e à dor das famílias”, critica a deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann
  • Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus prevê fim da pandemia em até dois anos. “Acima de tudo, se conseguirmos unir esforços, usar ao máximo os recursos disponíveis e torcer para que possamos ter ferramentas complementares como as vacinas, acho que podemos acabar [a pandemia] em um período de tempo mais curto do que a gripe de 1918”, disse
  • Levantamento da Rede de Pesquisa Solidária aponta que o presidente Jair Bolsonaro negligenciou combate ao vírus desde o início do surto no país, em fevereiro. “Desde março, de forma orquestrada, o governo federal adotou medidas para fragilizar as políticas estaduais e municipais voltadas para aumentar o distanciamento físico. Em consequência, hoje o país se encontra em situação de alto risco”, alerta boletim da organização, que reúne mais de 70 pesquisadores. País tem 108.054 mortes por coronavírus e 3.343.925 casos da doença, segundo consórcio de veículos de imprensa
  • Enquanto ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, alardeia suposta alta demanda por hidroxicloroquina, levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde revela que mais de 84% dos estados não possuem reserva de medicamentos para intubação de pacientes com Covid-19 em estado grave. Com caos instalado, hospitais não podem tratar doentes com recomendação de intubação, o que já levou pacientes ao óbito. Pandemia mantém platô alto de mortes e infecções diárias: nesta sexta-feira (14), foram confirmadas 105.791 mortes e 3.238.216 casos de Covid-19
  • Em reunião com diretor da Organização Mundial de Saúde e representantes de países, ministro interino envergonha nação e ignora mais de 104 mil mortos pela doença, citando apenas “recuperados”. Nesta quinta-feira (13), dia em que o país completa três meses sem ministro da Saúde, país registra 104.528 mortos e 3.180.758 casos de Covid-19, segundo atualização do consórcio de veículos de imprensa
  • Agências de notícias e diários internacionais repercutem trágica marca de 100 mil mortos no país e omissão do Palácio do Planalto na resposta à pandemia. “Sua indiferença e falta de empatia não passam despercebidas”, ressalta a correspondente da ‘BBC’ e  especialista em América do Sul, Katy Watson. “Sua falta de liderança continua sendo profundamente preocupante, principalmente com a reabertura do país e o vírus ainda sem controle”, aponta Watson. Ex-técnico do Ministério da Saúde, Julio Croda revelou ao ‘New York Times’ que Bolsonaro fora alertado sobre o trágico patamar em março. “A Presidência não acreditou nesses números”, relata Croda. Em meio ao caos, ministro interino Eduardo Pazuello agora afirma que o governo apoia o isolamento social
  • Incapaz de demonstrar empatia e solidariedade, presidente volta a minimizar tragédia de famílias brasileiras. Enquanto Bolsonaro desrespeita a população em mais um ato de omissão, o país ultrapassa a marca de 100 mil óbitos neste final de semana e se aproxima dos 3 milhões de infectados com 2.927.807 casos de Covid-19. “A dor das famílias que perderam alguém na pandemia não tem valor para Bolsonaro”, lamenta a presidente do PT e deputada federal Gleisi Hoffman