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Crise Sanitária

  • Enquanto pandemia varre país, imprensa internacional continua repercutindo a péssima atuação do governo brasileiro diante da crise sanitária. “A doença de Bolsonaro é um símbolo poderoso da resposta fracassada de seu governo ao surto”, afirma a agência Reuters. Depois de chamar Bolsonaro de garoto-propaganda da hidroxicloroquina, a ‘Associated Press’ alerta para os perigos do uso da droga, que pode causar efeitos colaterais fatais. País perdeu mais de 69 mil brasileiros e superou 1,7 milhão de casos da doença
  • Em entrevista no Alvorada, presidente voltou a defender uso da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada no tratamento da doença cujos testes foram suspensos pela OMS. “Agora que Bolsonaro foi testado positivo para a covid-19, como fica a saúde das pessoas que tiveram contato com ele?”, questiona a presidenta do PT Gleisi Hofmann. “Ele é tão irresponsável que ainda recorreu à justiça para ter o direito de não usar a máscara e conseguiu. Também vetou o uso de máscara em locais de aglomeração”, aponta a líder petista. País tem mais de 66 mil óbitos e 1.643.639 casos confirmados
  • Com registro de 1,6 milhão de casos e 65 mil mortos por Covid-19 no país, capitais como o Rio de Janeiro têm novas aglomerações, com milhares de pessoas sem máscara e sem respeitar distanciamento. Liderando marcha da insensatez no país, o presidente negacionista Jair Bolsonaro determinou que presídios e unidades de cumprimento de medidas socioeducativas estão desobrigados do uso de máscara, apesar dos alertas da comunidade científica sobre a letalidade do vírus
  • Estudo conduzido na capital paulista pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que a população negra é infectada 2,5 vezes a mais por coronavírus do que a branca. Após coletas de sangue da população, números revelam que 19,7% dos participantes que se identificam como negros possuem anticorpos contra a covid-19. O percentual, no entanto, caiu para 7,9% entre os que se declararam brancos. Pesquisa da Universidade de Pelotas (RS) também confirma que população em situação de vulnerabilidade social está mais exposta à ação do vírus
  • Com pandemia descontrolada no país, fechamento das fronteiras pela União Europeia preocupa especialistas e pode abrir caminho para isolar ainda mais o Brasil. “De algum modo o Brasil corre sim algum risco de ficar excluído nos próximos meses de várias possibilidades de viagens em diferentes países. Não nos surpreendamos se outros países importantes como o Japão, países asiáticos, ou mesmo países africanos, seguirem os critérios europeus”, diz Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais
  • Ao lado dos EUA, que bateram recorde pela quinta vez com mais de 52 mil novos casos em um dia, país vive descontrole da epidemia. Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 48.105 mil novas infecções e 1.252 óbitos. Em números totais, já são 1.508.991 doentes e 62.304 mortes. Omissão de Trump e Bolsonaro abreviou a vida de 193,2 mil pessoas nos dois países
  • Falas do presidente sobre pandemia coincidem com quedas nas taxas de isolamento, provocando mais mortes, de modo proporcional, nos municípios com maior votação para Bolsonaro, aponta pesquisa conjunta da Universidade Federal do ABC (UFABC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade de São Paulo (USP). “É como se, com seu discurso, Bolsonaro tivesse levado seus eleitores ao abatedouro”, explica o doutor em Ciência Política pela USP e professor da UFABC, Ivan Filipe Fernandes, um dos autores do estudo “Ideologia, isolamento e morte: uma análise dos efeitos do bolsonarismo na pandemia de Covid-19”
  • Juntas, as duas nações que transformaram-se em epicentro da doença têm 4,1 milhões de infectados e 189,6 mil mortos, cerca de 36,8% da mortalidade pela doença no planeta. Organização Pan-Americana de Saúde prevê saldo de 438 mil mortes na América Latina até outubro, caso países não mantenham medidas de contenção da doença. Brasil registrou 1.272 mortes nas últimas 24 horas e já contabiliza 59.656 óbitos. Número de infectados chega a 1.408.485
  • “É a maior crise sanitária da história. Conseguimos recurso emergencial, mas está parado. Isso é inadmissível, mostra o descompromisso do governo [Bolsonaro] com a vida”, acusou o presidente do CNS, Fernando Pigatto. Enquanto hospitais sofrem por falta de respiradores e medicamentos, R$ 25,7 bilhões, 66% dos recursos destinados ao enfrentamento da doença, não foram repassados ao SUS pelo Ministério da Saúde. Epicentros da doença, Brasil e EUA ficam de fora da lista de 15 países beneficiados pela reabertura das fronteiras com a União Europeia
  • Inércia do governo federal agrava quadro em hospitais, que sofrem com a falta de medicamentos e equipamentos de proteção individual. O temor é que, em breve, médicos serão obrigados a escolher quais pacientes receberão tratamento adequado. Nesta sexta-feira (26), país registrou 55.304 óbitos e já tem 1.244.419 casos da doença, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa.
  • Ao contrário de análises feitas na semana passada, sugerindo tendência de estabilização na taxa de contágios, a doença avança por todo o território nacional. O Brasil registrou 54.434 mortes e tem agora 1.207.721 pessoas infectadas pelo coronavírus. Fiocruz registra que nenhum estado conseguiu reduzir o contágio. Conselho Nacional de Saúde acusa o governo de abandonar a população: “São famílias desestruturadas por um projeto de país que, violentamente, finge não perceber a realidade, incitando o risco de adoecimento e morte, numa falsa normalidade. Mas a história não perdoará o descaso com as vítimas da Covid-19 no Brasil”
  • Bolsonaro decide inovar e tira da cartola de ilusionismo de Paulo Guedes um novo truque: a “redução escalonada” do seguro quarentena. A ideia é retirar R$ 100 de cada parcela da ajuda governamental até a suspensão do benefício em setembro. PT briga no Congresso para manter R$ 600 pelo menos até o final deste ano