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Crise Sanitária

  • Nesta quarta-feira (5), Ministério da Saúde noticiou 97.256 óbitos por causa da doença, ao mesmo tempo em que o país ultrapassou os 2,8 milhões de casos. Levantamento da Rede de Pesquisa Solidária, que reúne mais de 40 pesquisadores e entidades nacionais, indica que todos os estados estão nas zonas mais elevadas de risco de contaminação. “O momento da pandemia no Brasil é grave, não há nenhum estado com risco baixo”, afirma Tatiane Moraes de Souza, pesquisadora da Fiocruz. “Quando a gente naturaliza 100 mil óbitos, é como se não houvesse alternativa. E existe alternativa, existem políticas de controle da pandemia que podem ser adotadas”, alerta
  • Presidente vetou projeto de lei que estabelece compensação financeira de R$ 50 mil para médicos, enfermeiros e técnicos incapacitados permanentemente por causa da Covid-19 e para famílias de trabalhadores que morreram em decorrência da doença. Bancada petista na Câmara denuncia crueldade. “Na caneta do presidente Bolsonaro veio um tapa no rosto de cada trabalhador de saúde”, critica Alexandre Padilha (PT-SP), coautor do projeto com Reginaldo Lopes (PT-MG). “O veto mostra o desrespeito do presidente com quem está na linha de frente de combate ao vírus. Para Bolsonaro, é cada um por si e Deus por todos. Só não mexam com a família dele”, diz José Guimarães (PT-CE), líder da minoria
  • Comissão externa da Câmara promoveu, nesta terça-feira (4), audiência pública sobre o Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia, com participação dos deputados Alexandre Padilha (PT-SP) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), autores do requerimento. Diante da negligência do governo federal em apresentar um conjunto de medidas para conter a escalada do vírus, o Conselho Nacional de Saúde mobilizou-se para a criação de um plano de diretrizes junto à sociedade civil. “Todos teremos que construir juntos essa coordenação nacional, infelizmente ela não virá do negacionismo, da postura de paralisia do governo federal”, afirmou Padilha. Segundo consórcio de imprensa, Brasil ultrapassou a marca de 95 mil óbitos e 2,7 milhões casos da doença
  • Presidente volta a dar demonstrações de ignorância e desprezo pela vida humana, minimizando mais uma vez a letalidade da doença. “Tem medo do quê? Enfrenta. Lamento. Lamento as mortes, tá certo. Morre gente todo dia de uma série de causas e é a vida”, disse. OMS volta a alertar sobre a gravidade da crise no país: “A situação no Brasil continua sendo de grande preocupação, com muitos estados relatando muitos casos”, advertiu o diretor da OMS, Mike Ryan. Ele chama a atenção para média de mais de 60 mil novas infecções diárias. Brasil registra 2.736.298 casos de Covid-19 e mais de 94.226 mortes, segundo atualização do consórcio formado por veículos de imprensa
  • Em entrevista à rádios de Feira de Santana e do interior da Bahia, nesta sexta-feira (31), ex-presidente lamentou a tragédia brasileira: 91.607 mortes e e 2.625.612 casos de Covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa. “A morte não pode doer só quando chega na casa da gente”, afirmou Lula. Ele também criticou a conduta de Jair Bolsonaro diante da pandemia, responsabilizando o líder de extrema direita pela crise: “o presidente da República estimula a anarquia, estimula o desrespeito, estimula a desobediência”, criticou Lula. “Isso poderia ter sido evitado, a gente poderia ter menos mortes, a gente poderia ter mais tranquilidade de enfrentar esse vírus desconhecido”
  • No momento mais agudo da pandemia, presidente Jair Bolsonaro provoca aglomerações e retira máscara, desrespeitando orientações de autoridades de saúde durante viagem ao Piauí e à Bahia. Com recorde de mais de 69 mil novos casos diários de Covid-19, Brasil registra 90.383 mortes e 2.566.765 infecções da doença.”Quando vamos sair do torpor e nos darmos conta da verdadeira dimensão do que acontece no Brasil neste momento?”, indaga o coordenador do Comitê Científico Consórcio do Nordeste, Miguel Nicolelis. Em uma semana, prevê ele, o país deverá chegar a 100 mil mortos, o dobro das vidas perdidas na Guerra do Paraguai, que durou 6 anos
  • Mais de 1 bilhão de pessoas, cerca de 24% da população mundial, vive em favelas, as áreas mais vulneráveis ao coronavírus, aponta o “Documento de Políticas sobre a Covid-19 no Mundo Urbano”, publicado pelas Nações Unidas na terça-feira (28). “Precisamos garantir que todas as fases da resposta à pandemia enfrentem as desigualdades, os déficits de desenvolvimento a longo prazo e garantam a coesão social”, afirma o secretário-geral António Guterres. Alerta da ONU chega em momento de explosão global da pandemia: nesta terça-feira (29), o mundo ultrapassou a marca de 17 milhões de infectados e já acumula 666 mil mortos por coronavírus. O Brasil responde por 14,7% dos casos totais, com 2,5 milhões de contaminações e 88.792 óbitos. 
  • Brasil ultrapassa 88 mil mortes e registra quase 2,5 milhões de casos. Mas, ainda assim, relatório do Conselho Nacional de Saúde aponta que mais da metade dos recursos disponíveis para estados e municípios ainda não foi repassada. “A falta de agilidade na execução é gravíssima e tem relação com a quantidade crescente de mortes e avanço da doença no país”, aponta Claudio Nascimento. Ele alerta: 63% do dinheiro disponível ainda não se transformou em pedidos de compra de respiradores, máscaras e outros itens para enfrentar pandemia
  • Contando com o Caribe, região responde por 4,34 milhões de infectados e ultrapassa América do Norte, que registra 4,23 milhões. Mundo tem 16,5 milhões de casos da doença. O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde OMS), Tedros Adhanom, afirmou que a pandemia do novo coronavírus é a pior emergência global já enfrentada na história da entidade. “Estamos pedindo a todos que tratem as decisões sobre aonde vão, o que fazem e com quem se encontram como decisões de vida ou morte – porque elas o são”, alertou
  • De um total de 15,7 milhões, cerca de 8,4 milhões estão concentrados nas Américas. EUA ultrapassa a marca de 4,1 milhões de infectados e volta a registrar aumento na média de mortes diárias. Ao subestimar valor da ciência, líderes populistas como Trump e Bolsonaro falharam no combate à pandemia, aponta ‘Associated Press’. “Os países que lideram o ranking mundial de mortes por Covid-19 não são os mais pobres, os mais ricos ou até os mais densamente povoados. Mas eles têm uma coisa em comum: são liderados por populistas”, destaca a agência
  • Segundo técnicos do Comitê de Operações de Emergência (COE) que estiveram reunidos com o ministro interino da Saúde em 25 de maio, sem medidas de isolamento social, os efeitos da Covid-19 irão repercutir por até dois anos no país, inclusive sobre a retomada da economia. Ata da reunião foi obtida e revelada pelo ‘Estadão’ nesta quinta-feira (23). Especialista em relações entre pandemias e direito internacional, jurista Deisy Ventura vê “política de extermínio em curso”
  • Enquanto país volta a ter alta no registro de mortes diárias – 1.367, entre segunda e terça-feira, o segundo mais alto desde o início da pandemia – TCU confirma omissão da Saúde no repasse de verbas emergenciais para combate à pandemia, denunciada pela ‘Agência PT ‘de Notícias no mês passado. Segundo relatório do TCU, obtido pela ‘Folha’, dos R$ 38,9 bilhões prometidos a estados e municípios, R$ 11,4 bilhões saíram dos cofres públicos até 25 de junho, apenas 29% do total