As consequências do golpe institucional que afastou Dilma Rousseff da Presidência do Brasil, em 2016, mostram agora de forma evidente como este fez parte do assalto do grande capital brasileiro e internacional às riquezas desse país, abrindo caminho a privatizações de grandes empresas estratégicas, ao desbaratamento de recursos naturais, à destruição de importantes conquistas laborais e sociais, a uma maior exploração do trabalho e ao empobrecimento dos trabalhadores e do povo.
É por isso que, seja qual for a avaliação que façamos dos erros cometidos durante a governação de Lula da Silva, é inquestionável que o seu julgamento sem provas – condenando-o a 12 anos de prisão e impedindo-o de ser candidato à Presidência da República – além de se tratar de uma enorme injustiça, não tem senão como objectivo permitir a continuação da política do governo golpista, com consequências terríveis para a defesa da democracia não só nesse país, mas também nos outros países, sobretudo no continente latino-americano.
E é neste contexto que a população trabalhadora do Brasil – dos operários aos camponeses sem terra, aos estudantes e intelectuais – se está a mobilizar intensamente pela defesa incondicional do direito de Lula da Silva se candidatar a Presidente da República, pois foi durante os seus governos que foram conseguidas, para a nação brasileira, conquistas sociais e laborais de extraordinária importância. Lembremos, por exemplo, como milhões de pessoas foram tiradas da fome.
Para que esta mobilização do povo brasileiro possa sair vitoriosa é muito importante a solidariedade internacional.
É por esta razão que o Plenário nacional de sindicatos da FENPROF, reunido em Lisboa a 2 de Fevereiro de 2018, se junta à ampla campanha de solidariedade internacional em defesa da democracia e da soberania no Brasil, reiterando aos trabalhadores, ao povo e ao movimento sindical desse país a solidariedade e o apoio na sua luta contra o golpe, em defesa dos seus direitos políticos, laborais e sociais, um rumo indissociável da candidatura de Lula da Silva às eleições presidenciais.