O compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a segurança pública e o combate ao crime organizado de maneira integrada pode ser verificado nas recentes estatísticas divulgadas pelo Governo Federal. Em pouco mais de um mês desde o lançamento, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado apresentou resultados animadores. As operações deflagradas no período conseguiram subtrair R$ 1,6 bilhão das organizações criminosas em todo o país. Apreenderam-se 82,5 toneladas de drogas, 356 armas e 20,7 mil munições. Quase 8 mil pessoas foram detidas.
O Brasil Contra o Crime Organizado foi inaugurado em 12 de maio. Sob a liderança do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o programa tem como tarefa a asfixia financeira do crime organizado, o enfrentamento ao tráfico de armas, a qualificação da investigação de homicídios e o fortalecimento da segurança no sistema prisional. Ao longo dos últimos 30 dias, mobilizaram-se 10 mil profissionais de segurança pública em 11 operações concluídas em todas as unidades da Federação.
As ações são coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e executadas por forças de segurança federais, estaduais e municipais, incluindo polícias civis, militares, penais e científicas, além da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP). Outros órgãos do MJSP também participam da empreitada: a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus).
As operações conjuntas do Brasil Contra o Crime Organizado custaram, ao todo, R$ 31,4 milhões e consolidaram uma estratégia nacional permanente de enfrentamento ao crime organizado.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, comemorou o balanço do programa até o momento:
“Estamos retirando drogas, armas e recursos financeiros das organizações criminosas, enfraquecendo sua capacidade operacional e ampliando a presença do Estado onde a população mais precisa. O enfrentamento ao crime organizado exige persistência, coordenação e inteligência. E é isso que estamos fortalecendo em todo o território nacional”.
Asfixia financeira
A asfixia financeira constitui um dos eixos do Brasil Contra o Crime Organizado. Em 30 dias, as forças de segurança apreenderam R$ 523,3 milhões em bens, bloquearam R$ 22,2 milhões em ativos financeiros, aplicaram R$ 10,4 milhões em multas e recuperaram ou impediram perdas de R$ 6,5 milhões em impostos.
Destacaram-se as seguintes operações: Renoe, com R$ 528,2 milhões em prejuízo estimado; Fronteiras, com R$ 485 milhões; Divisas, com R$ 368,7 milhões; Renarc, com R$ 130,7 milhões; e Biomas, com R$ 88,5 milhões. Para o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas, restou comprovada a efetividade da integração entre União, estados e municípios.
“O crime organizado atua de forma articulada e exige uma resposta igualmente coordenada. Os resultados alcançados mostram que estamos interrompendo rotas criminosas, retirando armamentos e drogas de circulação, atingindo o patrimônio das facções e fortalecendo a capacidade de investigação das forças de segurança. É uma estratégia que produz impactos concretos e duradouros para a segurança da população”, avalia o secretário.
Drogas e armas
As operações coordenadas pela Senasp resultaram na apreensão de drogas, armas, munições e explosivos. De acordo com o MJSP, foram apreendidas 82,5 toneladas de drogas e mais de 19 mil unidades de drogas sintéticas, além de erradicados 93,2 mil pés de maconha.
As ações da Senasp recuperaram 312 armas de fogo, 44 armas artesanais, 20,7 mil munições e 2,5 kg de explosivos. As apreensões atingem diretamente a capacidade logística e operacional das organizações criminosas e reduzem o potencial de atuação nas diferentes regiões do país.
O Estado nos territórios
A FNSP esteve em 81 frentes operacionais distribuídas por 13 estados e Distrito Federal (DF). As equipes percorreram regiões de fronteira, terras indígenas, áreas de incidência de crimes ambientais e prestaram apoio às investigações conduzidas pelas polícias estaduais. Entre 12 de maio e 7 de junho, contabilizaram-se 34,6 mil abordagens a pessoas e 20,3 mil a veículos. Houve apreensão de 1,7 tonelada de drogas, 14 armas, 27 veículos e 31,3 mil litros de combustível, além de 41 prisões.
Nesse período, as operações na Amazônia Legal receberam novos equipamentos. Além disso, foi estruturada, em Manaus (AM), a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia).
Sistema prisional
O Brasil Contra o Crime Organizado também se debruça sobre a comunicação entre lideranças presas e as organizações criminosas. A 11ª fase da Operação Mute reteve 680 celulares em 124 presídios e acumulou mais de 3,7 mil celas vistoriadas. Até o fim de 2026, a Senappen tem programadas uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais do país.
“Quando reduzimos a capacidade de comunicação e articulação de organizações criminosas dentro dos presídios, ampliamos a proteção da população e contribuímos diretamente para uma sociedade mais segura”, observou o chefe do Senappen, André Garcia.
Da Rede PT de Comunicação, com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública.