‘Não existe neutralidade diante da desigualdade’
Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirma, em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, que governo Lula escolheu um lado, o do povo, e consolida país mais humano
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A desigualdade social e econômica do Brasil não é um acidente, mas sim um projeto político construído ao longo de séculos, reflete o ministro Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira. “Esse projeto secular de desigualdade não se reverte facilmente. Quem dele se beneficia herdou privilégios e quer deixá-los para as próximas gerações. Ao tomar lado e peitar o sistema, o Governo do Brasil se lançou ao desafio de um novo projeto de país e enfrentou adversidades”, afirmou ele, em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo no último domingo, 11.
Segundo Sidônio, não foram poucos os testes diários enfrentados pelo Governo Lula 3, com previsões econômicas pessimistas feitas quase que diariamente, “tensões institucionais, fake news, choques internacionais, turbulências cambiais e tentativas de desestabilização por alguns traidores da pátria”. “Ainda assim, o Brasil venceu”, refletiu, comemorando os indicadores atuais que comprovam avanços significativos nos campos sociais e econômicos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem afirmado, reiteradamente, que após três anos de exaustivas mudanças e investimentos, o país vai colher, em 2026, os frutos de projetos implementados nos primeiros anos de seu terceiro mandato.
“O Governo do Brasil entendeu que as crises não podem pautar os passos de quem governa. Devem ser enfrentadas com transparência e serenidade, mas sem paralisar o caminhar. Enquanto o ruído tentava impor o caos, o país avançou. Estar do lado do povo brasileiro requer convicção”, pontuou o ministro no artigo.
Os resultados apresentados pelo Governo Lula 3, observa Sidônio, não são “abstrações”. “O Brasil protegeu a democracia, controlou a inflação, conquistou o menor desemprego da história, cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome. Mesmo sob ataque, a economia real foi estimulada, o crédito e a Justiça Tributária chegaram ao trabalhador e o país voltou a crescer com inclusão.”
Ao fazer projeções para o ano de 2026, em que haverá a disputa presidencial, em outubro, Sidônio Palmeira é categórico: é o ano de consolidação de um projeto humano de país. “Não existe neutralidade diante da desigualdade. Não existe governo “em cima do muro” quando o que está em jogo é a vida de milhões”, destaca.
Primeiro passo é aprovar fim da escala 6×1
Para que a consolidação deste projeto de um país mais humano seja possível, disse o ministro, “o primeiro passo é aprovar o fim da escala 6×1 sem redução de salário”. “Porque todo brasileiro merece ter direito ao tempo, e dignidade não combina com exaustão permanente para quem trabalha. Não é justo que a maior parte das crianças brasileiras não tenha a presença dos pais no sábado, enquanto outras têm”, apontou.
A modificação do esquema da jornada de trabalho, que massacra milhões de trabalhadores, reflete Sidônio, é algo imprescindível para o amadurecimento do modelo democrático já que, como pregava Florestan Fernandes, “o privilégio é incompatível com a democracia”.
2026, oportunidade de virar a página
O ano que se apresenta será desafiador. “É a nossa oportunidade de virar a página de vez e aprofundar um projeto de país mais justo, menos desigual, com inclusão e futuro. Um país que defende suas riquezas, rompe com os vícios coloniais e amplia horizontes”, sentenciou o responsável pela Comunicação do Governo Lula.
O caminho já está traçado e o lado do presidente Lula está escolhido. “O Brasil seguirá em frente —com fé na nossa grandeza, construindo com autoria o nosso destino, sem deixar ninguém para trás, do lado do povo brasileiro.”
