Ao falar com Trump, Lula defende ONU e pede colaboração contra crime organizado

Os dois presidentes conversaram por telefone. Sobre Conselho de Paz que EUA quer criar, Lula sugeriu que fique restrito ao caso de Gaza. Petista irá a Washington

Arquivo Ricardo Stuckert/PR

Lula reforça a Trump preocupações com estabilidade na Venezuela e papel da ONU

Em conversa telefônica de aproximadamente 50 minutos, o presidente Lula reforçou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a defesa de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Sobre o convite para que o Brasil participe do Conselho da Paz, que Trump articula criar, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e que a Palestina tenha participação assegurada no colegiado.

A conversa entre os dois ocorreu nesta segunda-feira, 26, às 11 horas. Houve um acordo para que Lula visite Washington. A data não foi definida, mas a viagem ocorrerá após a ida de Lula à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.

Segundo informações do Palácio do Planalto, “os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias”. De acordo com o relato, Trump disse que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Os dois lados reconheceram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou na revisão de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

Lula insistiu na importância de cooperação dos Estados Unidos para coibir o avanço financeiro do crime organizado. Durante a conversa, o presidente brasileiro lembrou da proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, para fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou, ainda, interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras.

Segundo o governo brasileiro, a proposta foi bem recebida por Trump.

Em relação à Venezuela, Lula insistiu na necessidade de se preservar a paz e a estabilidade na região, com foco no bem-estar do povo venezuelano.

Da Redação do PT, com informações do Palácio do Planalto.

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