Ditadura nunca mais: memória como defesa da democracia
Relembrar o autoritarismo no Brasil é a chave para proteger direitos e evitar a repetição de ataques democráticos
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Hoje, 62 anos depois do golpe militar de 31 de março de 1964, o chamado é para que a memória de um tempo marcado por repressão, censura e autoritarismo seja alerta para a garantia dos direitos de todas as pessoas.
Em manifestações nas redes sociais, parlamentares petistas destacaram que a sociedade precisa estar atenta aos riscos de discursos conservadores, que violam a democracia.
Os políticos do partido, ao enfatizar a importância da democracia, lembraram da recente tentativa de golpe, orquestrada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, em 8 de janeiro de 2023.
Lembrar para não repetir
O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), afirmou que o 31 de março representa um marco trágico da história brasileira e precisa ser permanentemente lembrado.
“Há 62 anos, a democracia brasileira foi derrubada por um golpe de Estado. Começava um dos períodos mais sombrios da nossa história. Duas décadas de repressão, censura, violência e morte. Direitos foram arrancados, vozes foram caladas, brasileiros foram perseguidos, presos, torturados, assassinados e desaparecidos. Jovens, trabalhadores, estudantes. Quem ousava discordar do regime virava alvo”, declarou.
Uczai também ressaltou que recordar a data é essencial para impedir novos ataques às instituições democráticas.
“Em 8 de janeiro de 2023, uma organização criminosa liderada por Jair Bolsonaro tentou um novo golpe de Estado. Não aceitaram o resultado das urnas, incentivaram ataques à sede dos três poderes e até montaram um plano absurdo para assassinar o presidente eleito, o vice-presidente e o ministro do Supremo Tribunal Federal. Mas o Brasil reagiu. As instituições funcionaram, a democracia resistiu”, afirmou.
Para o deputado Alencar Santana (PT-SP), o episódio também serve de alerta para os riscos de novas investidas contra a democracia.
“31 de março. Dia de lembrar o golpe de 1964. Dia de não esquecer que eles tentaram de novo em 2023. Dia de lutar para que eles não voltem em 2026! Diga não ao autoritarismo da extrema direita”, declarou.
A deputada Natália Bonavides (PT-RN) também lembrou a data em suas redes sociais, citando o golpe contra Dilma Rousseff, a primeira mulher presidenta do Brasil, que foi vítima da ditadura, torturada e presa por lutar contra o regime militar. “No dia de hoje, lembramos essa data para que nunca esqueçamos do que os inimigos do povo são capazes. Sigamos lutando contra o autoritarismo e em defesa da democracia!”, afirmou.
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Da Rede PT de Comunicação, com informações da Liderança do PT na Câmara.