Como ações de Lula protegem bolso do brasileiro em meio à guerra criada por Trump

Medidas combinam subsídios do diesel, corte de impostos, crédito para aéreas e fiscalização para evitar aumento do botijão, das passagens e de combustíveis

A alta do preço do petróleo, consequência da guerra provocada pelos Estados Unidos no Oriente Médio, acendeu um alerta em todo o mundo e no Brasil não foi diferente. Movimentos como este chegam rapidamente ao dia a dia da população, com aumento nos combustíveis, encarecimento do frete e pressão sobre os alimentos. Diante desse cenário, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu agir rapidamente para conter os impactos e proteger o poder de compra dos brasileiros.

A resposta veio na forma de um pacote amplo, que combina uma medida provisória, um projeto de lei e decretos. A estratégia tem como eixo central impedir que a volatilidade externa se transforme automaticamente em aumento de preços no país. Para isso, foram lançados subsídios, redução de impostos e reforço na regulação do mercado.

Com as medidas, o governo criou mecanismos para interromper o ciclo do aumento do petróleo ainda na origem, segurando os preços antes que eles cheguem às bombas ou ao botijão de gás. É uma escolha política do presidente Lula que prioriza a estabilidade econômica e a proteção da população.

Diesel no centro da estratégia

O diesel é combustível que move o país e impacta diretamente o preço dos alimentos. Diferente do que ocorreu no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando a política de preços alinhada ao mercado internacional e fazia com que qualquer alta externa fosse repassada quase automaticamente ao consumidor, o governo Lula decidiu intervir para proteger a economia real.

Para isso, foram criados dois mecanismos de subsídio. O primeiro é voltado à produção nacional: R$ 0,80 por litro pagos com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês.

O segundo atua sobre a importação, com subsídio de até R$ 1,20 por litro, dividido entre União e estados. Com isso, o diesel importado entra mais barato no país, pressionando para baixo os preços internos.

Somadas à isenção de R$ 0,32 por litro em impostos federais, as medidas criam uma espécie de escudo contra a alta internacional. Na prática, o diesel passa a ter uma redução potencial de até R$ 1,52 por litro, evitando que a crise externa se transforme em aumento imediato no custo de vida.

Gás de cozinha: prioridade para quem mais precisa

O contraste também aparece na política para o gás de cozinha. Em vez de deixar o preço oscilar livremente, o governo Lula adotou uma medida direta para proteger as famílias.

Foi criado um subsídio de R$ 850 por tonelada na importação, equivalente a cerca de R$ 11 por botijão de 13 kg, com custo estimado de R$ 330 milhões. A medida busca impedir que a alta internacional pressione ainda mais o preço de um item essencial.

Ao equalizar os preços entre o gás importado e o nacional, o governo garante abastecimento e evita distorções de mercado. Trata-se de uma ação com foco social, voltada especialmente para as famílias de menor renda, que são as mais afetadas por aumentos no custo de vida .

Setor aéreo: segurar as passagens e preservar empregos

O setor aéreo, diretamente impactado pelo aumento do querosene de aviação, também foi incluído no pacote. A estratégia é evitar que o consumidor pague a conta imediatamente.

O governo abriu linhas de crédito de até R$ 9 bilhões para as companhias, além de disponibilizar cerca de R$ 1 bilhão em capital de giro. Também zerou PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com redução estimada de R$ 0,07 por litro, e autorizou o adiamento de tarifas.

Ao garantir fôlego financeiro às companhias, o governo busca evitar aumentos abruptos nas passagens e preservar empregos em um setor estratégico para o país.

Combate a abusos e regulação do mercado

Outro ponto que diferencia a atual política é o reforço do papel do Estado na regulação do mercado.

Empresas que recebem subsídios terão que comprovar o repasse da redução de custos ao consumidor. Ao mesmo tempo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) terá atuação intensificada, com punições mais duras contra práticas abusivas.

Um projeto de lei ainda prevê a criação de um novo tipo penal para coibir crimes como aumento injustificado de preços e recusa de fornecimento, com penas de até cinco anos de prisão.

O pacote evidencia dois modelos distintos de atuação econômica. De um lado, a lógica aplicada no passado recente, com Jair Bolsonaro que deixava o Brasil mais exposto às oscilações internacionais e ao chamado “preço de paridade de importação”. De outro, a estratégia atual, de Lula, que utiliza instrumentos públicos para amortecer choques externos.

Da Rede PT de Comunicação.

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