O dia 4 de julho de 2026 entrou para a história do Núcleo do PT Madrid. Pela primeira vez desde sua criação, o Núcleo participou oficialmente da Manifestação Estatal do Orgulho de Madrid, uma das maiores mobilizações LGBTI+ do mundo e a maior da Europa, integrando o bloco do Grupo Progresista Internacional, formado por organizações e partidos progressistas da América Latina e da Itália.
A participação teve um significado especial. Diferentemente de outras mobilizações, como o 8 de Março e o 1º de Maio, em que as pessoas podem se somar espontaneamente às manifestações, o Orgulho de Madrid possui uma organização própria. As entidades e coletivos precisam realizar inscrição prévia, indicar pessoas responsáveis pela participação e receber uma posição definida no percurso.
O Núcleo do PT Madrid integrou o grupo inscrito ao lado do Partito Democratico da Itália, Argentina Soberana, Revolución Ciudadana do Equador, Pacto Histórico da Colômbia e outras organizações progressistas e antifascistas, marchando sob o lema:
“ARCOÍRIS SIN FRONTERAS”
A delegação levou a faixa:
“SOMOS ORGULLO, DIVERSIDAD Y RESISTENCIA SIN FRONTERAS”
A manifestação reuniu cerca de um milhão de pessoas, segundo os organizadores, que voltaram a transformar Madrid no epicentro internacional da diversidade, da liberdade e da reivindicação de direitos. A marcha percorreu o eixo entre a Glorieta de Atocha e a Plaza de Colón, em um dia de calor intenso, com temperaturas que chegaram a 38°C durante a tarde e ainda marcavam 34°C no final da marcha, quando o sol se punha sobre a capital espanhola às 21h49.
Um muro de resistência contra os retrocessos
Convocada pela Federación Estatal LGTBI+ (FELGTBI+) e pela COGAM, a manifestação deste ano teve um forte caráter político e reivindicativo.
Sob o lema “¡A las calles con orgullo! Disidencia y resistencia”, milhares de pessoas saíram às ruas para alertar sobre o avanço dos discursos de ódio e o risco de retrocessos nos direitos conquistados.
A presidenta da FELGTBI+, Paula Iglesias, afirmou:
“A onda reacionária internacional que ameaça nossos direitos continuará avançando.”
E convocou a sociedade e o coletivo LGBTI+ a se converterem em:
“Um muro de resistência.”
O manifesto lido ao final da marcha denunciou uma ofensiva organizada que busca apagar identidades, devolver as pessoas LGBTI+ ao armário e transformar o ódio em política pública.
A emoção de fazer história
Para a coordenadora do Núcleo do PT Madrid, Renê Mara de Mello Assis, a participação teve um significado profundamente simbólico.
“Participar do Orgulho 2026 foi um momento de muita emoção para mim. Assumimos a coordenação do Núcleo em fevereiro deste ano e, em poucos meses, já estivemos presentes no 8 de Março, no 1º de Maio e em diversas lutas sociais. Mas esta participação teve um significado especial: pela primeira vez, o Núcleo do PT Madrid esteve oficialmente presente no Orgulho com sua própria delegação, construindo uma página inédita da nossa história.”
Ela destaca que a recepção do público foi emocionante:
“Enquanto caminhávamos pelas ruas de Madrid, vendo as bandeiras do PT e do Brasil sendo recebidas com carinho, ouvindo as pessoas gritarem ‘Brasil! Brasil!’ e ‘Lula!’, senti a certeza de que estávamos no lugar certo, defendendo a diversidade, os direitos humanos e a democracia.”
E conclui:
“Participar pela primeira vez do Orgulho não foi apenas estar em uma manifestação; foi afirmar que o Núcleo do PT Madrid acredita que a luta pela igualdade, pelo respeito e pela dignidade humana não conhece fronteiras.”
Bandeiras, afeto e acolhimento
Ao longo do percurso, a presença das bandeiras do Brasil e do Partido dos Trabalhadores despertou entusiasmo e curiosidade. Brasileiras e brasileiros aplaudiam, gritavam “Brasil! Brasil!” e faziam o gesto do “L” com as mãos ao ver a delegação do Núcleo.
O secretário LGBTI+ do Núcleo, Allan Costa, percorreu toda a marcha interagindo com o público. Levando unidas as bandeiras do Brasil e do PT e também a bandeira do Brasil nas cores do arco-íris, correu de um lado a outro do percurso saudando as pessoas e celebrando a diversidade.
A secretária de Cultura, Elizabeth Firmino, também teve uma participação ativa, realizando registros em vídeo, carregando as bandeiras do Brasil e do PT e dialogando com o público. Sua atuação contribuiu para aproximar novas pessoas do Núcleo, incluindo brasileiras e brasileiros interessados em conhecer o partido e até em se filiar.
Para Elizabeth, a participação do Núcleo no Orgulho expressa o compromisso do Partido dos Trabalhadores com a igualdade e a inclusão:
“O Brasil é dos brasileiros e todos são iguais, independente de raça, cor, credo religioso ou opção sexual. Todos são bem-vindos no Brasil.”
Diversidade e democracia caminham juntas
A participação histórica do Núcleo do PT Madrid no Orgulho 2026 reafirma um compromisso que faz parte da trajetória do Partido dos Trabalhadores: a defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade de todas as pessoas.
Em um momento em que diversos países enfrentam o crescimento de discursos de ódio e tentativas de retrocesso em direitos, a presença do Núcleo do PT Madrid na maior marcha LGBTI+ da Europa foi também uma afirmação política:
Defender a diversidade é defender a democracia.
Porque os direitos humanos só são verdadeiramente universais quando alcançam todas as pessoas, sem exceção.