Foi lançado nesta terça-feira (19) no Senado o Comitê pró-Democracia que vai trabalhar para barrar o golpe e esclarecer a opinião pública sobre os riscos que estamos vivendo no atual processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
O comitê é formado por integrantes da Frente Brasil Popular, da Comissão Justiça e Paz, da Conferação Nacional dos Bispos do Brasil, pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos, senadores e sindicatos. No ato de lançamento, estavam presentes os senadores Paulo Paim (PT-RS), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Douglas Cintra (PTB-PE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lindbergh Farias (PT-RJ).
A senadora Vanessa Grazziotin avaliou o resultado na Câmara dos Deputados como apenas a etapa inicial do processo, que não pode ser considerada uma vitória consumada por parte dos golpistas. “Domingo não tivemos uma vitória, mas não tivermos uma derrota. Porque começou o processo. Aqui, no Senado, é possível enterrar o processo”, afirmou, após avaliar que a votação na Câmara provocou uma “humilhação do Brasil internacionalmente” pela baixa qualidade dos debates.
A senadora Fátima Bezerra fez um discurso motivador e de incentivo para a continuidade da luta contra o golpe. “O resultado na Câmara causou muita indignação e tristeza porque assistimos a um festival de hipocrisia”, disse. “Mas continuamos de pé, não desanimamos. Trazer o comitê pró-democracia é um recado de que vamos resistir contra esse golpe travestido de impeachment. E para nós nada foi fácil nunca. Talvez esse seja um dos desafios maiores da nossa geração. À luta e até a vitória, companheiros.”
A aprovação de uma pauta que atinja as conquistas dos trabalhadores e ponha em risco direitos é a principal preocupação do senador Paulo Paim. “Calcule a ponte para o inferno que será o programa do Michel Temer, a tal da ponte para o futuro”, afirmou, mencionando aposentados e pensionistas como os maiores afetados por perdas como o fim da correção do salário mínimo.
Para os senadores Douglas Cintra e Gleisi Hoffmann, o trabalho de mobilização será fundamental para fazer os senadores derrubarem o impeachment. “Temos que aumentar a pressão sobre os que estão indecisos. É importante registrar que a pressão será decisiva e mostrar que aquilo que alguns estão dizendo a favor do impeachment não é a voz de todos”, disse.
“Toda mobilização que temos que fazer na sociedade terá que ser rápida e intensa. Se vier da sociedade um movimento forte, temos condições de reverter”, completou Gleisi.
Camilo Toscano, da Agência PT de Notícias
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