Siga nossas redes

Padilha destaca recordes do SUS e ampliação de atendimentos

Em audiência na Câmara, ministro da Saúde apresenta balanço de ações do Governo e mostra prioridades para 2026

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresenta na Câmara dados de ações e políticas públicas da pasta. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou nesta quarta-feira, 27, um balanço das ações da pasta durante audiência pública na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. Entre os principais números destacados pelo ministro estão o aumento de cirurgias eletivas, a ampliação do atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) e os investimentos em tratamento oncológico, saúde da mulher e transformação digital do sistema.

Segundo os dados apresentados, o SUS encerrou 2025 com 14,89 milhões de cirurgias eletivas realizadas, um crescimento de 42% em relação a 2022. O ministério também apontou aumento de 29% nos atendimentos ambulatoriais no período, além de crescimento de 30% nas consultas, 16% nas internações e 26% nos exames realizados.

Padilha destacou ainda os resultados do Programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde para a diminuição da fila de espera para procedimentos na saúde pública. O ministro afirmou que a iniciativa promoveu a especialização médica no país e contribuiu para o recorde de 30,9 mil transplantes realizados no SUS em apenas um ano de atividade. “Nenhum país faz isso no sistema de saúde público”, disse o ministro.

Outro ponto ressaltado foi a criação do Super Centro Brasil para Diagnóstico do Câncer, em parceria com o A.C.Camargo Cancer Center. De acordo com o ministério, o sistema realiza análise de biópsias em até cinco dias em 21 estados. Padilha adiantou que, até o final do ano oito scanners de telediagnóstico nas serão instalados em todas as regiões do país, acelerando ainda mais o combate à doença.

Saúde da mulher e combate ao câncer

Durante a audiência, o ministro afirmou que a saúde da mulher seguirá como “prioridade absoluta” da pasta. Entre as ações apresentadas estão a realização do maior mutirão da história da saúde da mulher, a circulação de 42 carretas especializadas no atendimento desse grupo por todo o Brasil e a oferta de atendimentos telessaúde para mulheres vítimas de violência.

“As mulheres são maioria da população, são as mães da minoria. As mulheres são a maioria das profissionais da saúde e as que mais usam o SUS, então são prioridade absoluta do Ministério da Saúde”, declarou o ministro.

Alexandre Padilha também destacou o rastreamento inédito de câncer colorretal em pacientes assintomáticos entre 50 e 75 anos, a ampliação da cobertura de mamografias, que chegou a 92%, segundo dados do Vigitel 2025, e a atualização da tabela de reconstrução mamária do SUS.

O ministro apresentou ainda dados sobre a ampliação do tratamento contra o câncer no SUS. Segundo ele, foram incorporados 23 novos medicamentos oncológicos, beneficiando 112 mil pacientes em 25 tipos de câncer. O governo também destacou investimentos em radioterapia e na terapia CAR-T-Cell em parceria com instituições de pesquisa nacionais e internacionais.

Na área de prevenção, o ministério ressaltou a introdução do rastreamento por DNA HPV para prevenção do câncer de colo do útero e a inclusão do implante contraceptivo Implanon no SUS. Também foi anunciada a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR), com previsão de proteção para mais de 1 milhão de gestantes e bebês.

Hospitais federais, vacinação e saúde mental

O ministro também afirmou que o governo está promovendo a reestruturação da rede federal de hospitais do Rio de Janeiro. Segundo os dados apresentados, os seis hospitais federais do estado fluminense reabertura de emergências, ampliação de serviços de radioterapia, instalação de novos tomógrafos e contratação de profissionais. A pasta informou ainda aumento de 30% nas cirurgias, 28% nas internações e reabertura de 335 leitos.

Na área tecnológica, o governo afirmou ter incorporado 145 novas tecnologias ao SUS entre 2023 e 2026, incluindo medicamentos oncológicos e o Zolgensma, considerado um dos tratamentos mais caros do mundo.

O balanço também trouxe números do Farmácia Popular, que atingiu recorde de 27,3 milhões de beneficiários, com um crescimento de 32% desde 2022. Já o programa Dignidade Menstrual distribuiu 519 milhões de absorventes neste mesmo período.

Padilha destacou ainda a retomada da produção nacional de insulina após 20 anos e a ampliação da cobertura vacinal, que alcançou o maior índice dos últimos nove anos. Segundo o ministério, o aplicativo Meu SUS Digital registrou 3,3 milhões de acessos à caderneta de vacinação.

Para ele, o Ministério da Saúde “articula com o compromisso de aumentar a capacidade do Brasil de produzir tecnologia, conhecimento, emprego e renda aqui no país”. 

Na saúde mental, o orçamento da área aumentou 70%, alcançando R$2,9 bilhões. De acordo com o ministro, 703 novas unidades de saúde públicas foram habilitadas para prestar serviços ao setor de 2023 a 2025. Ele também destacou os avanços da telessaúde para combater os problemas com jogos de apostas.

Mais Médicos, dengue e saúde indígena

Entre os programas apresentados, o Ministério da Saúde informou que o Programa Mais Médicos chegou a 27 mil profissionais, crescimento de 27% desde 2022, além da duplicação do número de profissionais atuando na saúde indígena.

O governo também destacou a redução de 93% nos casos de dengue e queda de 97% nos óbitos pela doença se comparado ao ano de 2024, além do desenvolvimento da primeira vacina 100% brasileira contra dengue.

Na saúde indígena, Padilha afirmou que houve redução de 70% nas mortes por desnutrição e malária entre o povo Yanomami, além da contratação integral dos profissionais que atuam na região pelo Ministério da Saúde.

Segundo o ministro, os investimentos federais em saúde cresceram 77% em relação a 2022. Ele também afirmou que 76% das emendas parlamentares pagas em 2026 foram destinadas à área da saúde.