A expedição do mandado de prisão pelo juiz Sérgio Moro, assim como ocorreu durante todo o processo de Lula, é marcada pela ilegalidade. Uma vez mais, a Justiça Federal do Paraná dá mostras de como aquele juízo não se pauta pela legalidade na condução da ação penal contra o ex-presidente.
Category: A perseguição política, jurídica e midiática a Lula
Tacla Duran, a testemunha incoveniente
A Justiça Federal simplesmente se recusa a ouvir como testemunha de Defesa o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran. Ele estava disposto a denunciar a existência de fraudes nos documentos apresentados pela empreiteira à Justiça em acordos de leniência. Seu depoimento ajudaria a ratificar a inocência de Lula, mas nem Moro nem os desembargadores do TRF-4 quiserem ouvi-lo.
Lula é impedido de ir evento a na África
Após o julgamento em segunda instância no TRF-4 (que abrange os estados do Sul do Brasil), um juiz do Distrito Federal achou por bem proferir uma decisão liminar tomando o passaporte do ex-presidente, que tinha viagem para ser palestrante convidado em um evento sobre o combate à fome na África dali a dois dias. A lambança foi desfeita dentro de alguns dias por um juiz de segunda instância, mas os africanos foram privados da presença de Lula no evento internacional.
Uma multidão em defesa de Lula
Lula é julgado e condenado em segunda instância na cidade de Porto Alegre. Um dia antes, o ex-presidente falou à multidão de brasileiros que foi à capital gaúcha para apoiá-lo. No mesmo dia, cerca de 80 pessoas se manifestaram em outro local da cidade, defendendo a condenação sem provas do ex-presidente.
Deu no New York Times
Antevendo que o resultado do julgamento de Lula em segunda instância seguiria a mesma linha da decisão de Sérgio Moro – condenando sem provas o ex-presidente – o The New York Times, o maior jornal do mundo, publicou reportagem cujo título é: “Democracia brasileira é empurrada para o abismo.” Nela, consta: “Não há muita pretensão de que o tribunal (TRF-4, que julgou Lula) seja imparcial. O presidente da corte já elogiou a decisão do juiz de primeira instância (Sérgio Moro) de condenar Lula por corrupção como ‘tecnicamente irrepreensível’, e o chefe de gabinete do juiz postou em sua página no Facebook uma petição pedindo a prisão do ex-presidente.”
A prova inconteste: imóvel não é de Lula
A Defesa do ex-presidente Lula apresenta prova inconteste ao juiz Moro: um documento da Justiça determinando a penhora do apartamento 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), para satisfação de dívida da empreiteira OAS. Foram anexadas à petição o termo de penhora e, ainda, matrícula atualizada do Cartório de Registro de Imóveis do Guarujá, reforçando que a propriedade do imóvel não apenas pertence à OAS — e não ao ex-presidente Lula —, como também que ele responde por dívidas dessa empresa na Justiça.
Moro confraterniza com tucanos e investigados
Em uma semana, Sérgio Moro torna célebres seus laços com diversos políticos tucanos. Num dia, compareceu a evento da revista “IstoÉ” e confraternizou com Aécio Neves (senador citado em delações da Operação Lava Jato), José Serra, Geraldo Alckmin e Michel Temer. Dois dias antes, participara de evento do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), onde aproveitou para elogiar o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que votara contra o projeto de lei que visa regular eventuais abusos de autoridades e também é citado em delação da Lava Jato.
Lula desmonta mentiras e aponta falta de provas
De volta a Curitiba para ser ouvido em outro processo que corre igualmente sem fatos e provas, sobre um terreno que seria doado ao Instituto Lula mas que jamais chegou a sê-lo, o ex-presidente foi recebido por um cordão humano formado por milhares de apoiadores em frente ao prédio da Justiça Federal.
Após ter desmontado as mentiras dos delatores e apontado a falta de provas em denúncia sobre terreno, Lula voltou a cobrar que os investigadores apresentem provas. “Quero que o Ministério Público tenha coragem de admitir: ‘não tenho provas, eu menti’.”
A sentença de Sérgio Moro vira livro
É lançado o livro “Comentários a uma Sentença Anunciada”, que reúne análises de dezenas de juristas sobre a sentença proferida por Sérgio Moro. A obra escancara todas as mazelas jurídicas não só da sentença, mas que acompanharam todo o processo penal conduzido por pelo juiz do Paraná, desde antes de sua instauração, ainda na fase investigativa.
Moro condena Lula a 9 anos e meio de prisão
Sérgio Moro despreza todas as provas apresentadas pela Defesa, ignora a acusação inicial e condena o ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão no caso triplex. Dos 964 parágrafos da sentença, não chegam a dez os que consideram os fatos levados pela Defesa. A peça é composta por reportagens jornalísticas usadas como provas, depoimentos de delatores premiados desacompanhados de comprovação e muita contextualização e interpretação do juiz.
Auditorias internacionais inocentam Lula
A empresa de auditoria KPMG, uma das mais renomadas do mercado, encaminha um ofício ao juiz Sérgio Moro informando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cometeu atos de corrupção na gestão da Petrobras. O período analisado vai de 31 de dezembro de 2006 a 31 de dezembro de 2011. No mês anterior, a auditora PricewaterhouseCoopers já dera o mesmo parecer a respeito da atuação do ex-presidente na Petrobras. Segundo a PwC, não existem atos de corrupção ligados a Lula entre 2012 e 2016, período que abarca a Operação Lava Jato.
Depoimento em Curitiba: “Apresente uma prova!”
Lula vai a Curitiba depor em frente ao juiz Sérgio Moro. O ex-presidente, acusado no processo, entrou e saiu pela porta da frente do fórum, de cabeça erguida. Já o juiz Moro e os procuradores que acusavam o ex-presidente entraram em carros de vidro escuro. Durante cinco horas, Lula expôs claramente a falta de provas contra ele e denunciou a perseguição que vem sofrendo. Na mesma noite, milhares de militantes de diversos partidos e movimentos sociais recepcionaram e ovacionaram o ex-presidente em um belo ato na praça Santos Andrade, no centro de Curitiba.