O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à TV Globo, nesta quinta-feira, 27, que pretende dedicar o quarto mandato a uma nova etapa de desenvolvimento do Brasil, depois de recuperar programas sociais, retomar obras e reconstruir políticas públicas desmontadas pelo governo de Jair Bolsonaro,
“Eu quero fazer uma revolução tecnológica neste país. Eu quero voltar a fazer com que este país possa disputar com o mundo rico”, declarou.
O projeto apresentado por Lula passa pelo controle brasileiro sobre recursos estratégicos, pelo desenvolvimento de uma inteligência artificial em língua portuguesa e pela transformação das riquezas minerais em produtos de alto valor agregado dentro do próprio país.
“Este país vai ter que ser dono dos minerais críticos e das terras raras. Este país vai ter que apostar numa inteligência artificial com linguagem portuguesa”, afirmou.
Segundo Lula, o Brasil não pode se limitar a extrair e vender suas riquezas naturais para que outros países dominem as etapas mais lucrativas da produção. A proposta é utilizar minerais críticos e terras raras para desenvolver uma indústria nacional capaz de fabricar baterias, chips, celulares e outros equipamentos tecnológicos.
“Se a gente souber extrair, transformar e produzir os materiais para fazer bateria, chip e celular aqui dentro do Brasil, a gente vai estar criando um passaporte para dar oportunidade para a juventude brasileira ter orgulho de que, no seu país, vai ter condições de estudar, trabalhar e criar sua vida”, disse.
Nesta semana, Lula se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, e obteve o compromisso de avançar com a votação do Marco Legal dos Minerais Críticos e do regime especial para centros de processamento de dados. As duas propostas são consideradas estratégicas para a soberania e para a atração de investimentos tecnológicos.