O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vive seu melhor momento e está preparado para enfrentar todos os desafios que o Brasil precisa. “Ele diz que está melhor hoje do que quando tinha 57 anos, quando assumiu o governo pela primeira vez. E eu acredito”, declarou Edinho em entrevista ao UOL nesta terça-feira, 11.
Segundo o presidente do PT, Lula viveu momentos muito duros na última década, como a perseguição pela Operação Lava Jato e as perdas da esposa, a ex-primeira dama Marisa Letícia, em 2017, e, em 2019, do irmão Vavá e do neto Arthur.
“Ele passa por tudo isso, reconstrói a sua vida pessoal com a primeira-dama, Janja, e volta a governar o Brasil em 2023. […] Ele treina cotidianamente, se condiciona e tem uma maturidade política que é insuperável, a capacidade de ponderação e de condução em momentos difíceis”, defendeu Edinho.
Líder certo para um momento difícil
Edinho afirmou que este é um “momento tenso externo e interno”. Citou a violência política, a violência contra a mulher e a crise da democracia como problemas domésticos dramáticos, e as guerras, a xenofobia e as disputas comerciais como questões internacionais profundas. Segundo ele, é um momento que demanda uma liderança forte, habilidosa e experiente.
O presidente do PT afirmou que Lula é atualmente “o líder do mundo democrático de maior respeito”, que tem encampado a mensagem de paz globalmente e de defesa da soberania no Brasil e na América do Sul.
“Claro que vivenciar processos decisórios nesse ambiente é muito difícil, mas esse homem, esse líder, tem conduzido um Brasil respeitado internacionalmente. […] É um líder à altura dos desafios que estão colocados”, defendeu.
Edinho afirmou que o presidente da República continuará lutando para defender as riquezas nacionais, como as terras raras e os minerais críticos. Disse que esses recursos “significam para o século 21 o que o petróleo significou para o século 20: a base de todo o desenvolvimento tecnológico”.
“O Brasil não é e nunca vai ser quintal ou puxadinho dos Estados Unidos. […] O Brasil precisa de um líder que saiba se posicionar, defender os interesses do país e alertar o mundo contra o caminho das guerras para o qual estamos indo”, declarou.