Minha Casa Minha Vida: Bolsonaro promove o sucateamento do programa

O dinheiro reservado para as faixas 1,5 e 2 do programa para este ano já acabou; Ministério de Desenvolvimento Regional usará 100% do FGTS para custear o que falta

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Apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida

Após cortar o orçamento do programa Minha Casa Minha Vida, agora, o desgoverno recorre ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Para tentar bancar os recursos necessários, o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) publicou uma portaria, nesta terça-feira (11), que permite a utilização de 100% do FGTS no custeio do programa, porém, apenas para as faixas 1,5 e 2 (destinadas às famílias com renda até R$ 4 mil), segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O dinheiro da União reservado para essas faixas, R$ 450 milhões, já acabou.

A medida desesperada do Ministério tenta fazer parecer que essa é a melhor solução. No entanto, o que a equipe de Jair não explica direito é como farão para garantir a continuidade do programa das famílias da faixa 1, com renda de até R$ 1,8 mil. Essa é a faixa que abarca as pessoas mais necessitadas e é a que mais sofre na mão do desgoverno, com atrasos no pagamento das construtoras e a consequente paralisia do programa.

Futuro preocupante

 

Para 2020, a previsão de investimento no Minha Casa Minha Vida caiu de R$ 4,6 bilhões em 2019 para R$ 2,7 bilhões no próximo ano. Esse deve ser o menor orçamento da história do programa, que completou dez anos de existência em 2019. Com a desculpa da necessidade de equilibrar as contas públicas, Bolsonaro escolhe cortar das iniciativas sociais.

O programa que chegou a receber R$ 20 bilhões em 2015 durante o governo petista, agora sofre com a proposta orçamentária de Jair. A grande preocupação é a de que novas contratações do programa sejam definitivamente suspensas e que as obras já em andamento não sejam entregues, o que afetaria diretamente a população que ainda não tem sua casa própria.

Em entrevista ao Estado de S. Paulo, o ministro do Desenvolvimento Regional de Bolsonaro, Gustavo Canuto, falou ainda em futura permissão da entrada de outros bancos no programa. A medida também soa desastrosa e pode prejudicar a população.

As possíveis consequências são diversas, como a não garantia das mesmas condições que a Caixa Econômica Federal oferece e a participação de bancos que não estão presentes em todas as localidades do Brasil, ficando distantes da população que necessita do programa.

Da Redação da Agência PT de Notícias com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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