Atos por todos os cantos do país e do mundo marcaram o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, nesta sexta-feira (22). Milhares de trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas lutar contra a proposta de reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) e defender seus direitos. As mulheres, como as mais atingidas pela proposta, estiveram a frente nas mobilizações.
As mulheres são as mais prejudicadas pela proposta de Bolsonaro. São elas que sofrem mais perdas de direitos por causa do cálculo de idade com o tempo de contribuição, que ignora completamente suas jornadas duplas e triplas. A reforma prevê que a idade mínima, no caso de trabalhadoras urbanas, suba de 60 para 62 anos, e para as trabalhadoras rurais de 55 para 60 anos. Além disso, o texto estabelece o tempo mínimo de 20 anos, mas para receber a aposentadoria integral é necessário contribuir por 40.
Por isso, elas tomaram às ruas com cartazes, camisetas, faixas, adesivos e palavras de ordem. As manifestações foram tomando força ao longo de todo dia e mostraram a força da diversidade feminina do país, com representantes de todas as idades, classes sociais e etnias.
Em Belém do Pará, as manifestantes realizaram uma grande caminhada durante a manhã desta sexta-feira.
Em Fortaleza, a mobilização reuniu professoras, integrantes de movimentos sociais e centrais sindicais, líderes políticos, trabalhadoras da construção civil e estudantes, em uma caminhada que saiu da Praça da Imprensa e seguiu rumo à Praça Portugal.

Na cidade de Curitiba, durante o ato foram realizadas panfletagens.

Em Manaus (AM), a concentração para a caminhada aconteceu na Praça da Polícia.

No Paraná, as mulheres saíram às ruas bradando palavras de ordem em resistência aos retrocessos.

Na capital de São Paulo, as mulheres tomaram a Avenida Paulista.
Na região vale do Jaguaribe, no Ceará, as mulheres também protestaram em defesa da aposentadoria e contra o governo Bolsonaro.

Da Redação da Secretaria Nacional de Mulheres do PT




