Marcha da Classe Trabalhadora pedirá redução de jornada sem redução de salário

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical e Pública entregam a autoridades as prioridades da categoria até 2030; fim da escala 6×1 está na pauta

Dino Santos

Marcha da Classe Trabalhadora realizada em 2025, em Brasília, pelas centrais sindicais

A Central Única dos Trabalhadores – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical e Pública realizam na quarta-feira, 15, a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília.

De acordo com a CUT, a marcha será precedida de uma plenária da CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora), que aprovará a Pauta da Classe Trabalhadora atualizada com as prioridades para o período de 2026 a 2030.

O documento será entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministros, às presidências da Câmara e do Senado. A concentração e a Conferência acontecerão a partir das 8h, e o início da marcha rumo à Esplanada dos Ministérios será às 10h30.

“Com unidade do movimento sindical, vamos a Brasília no dia 15 de abril com as nossas pautas históricas e prioridades atuais para, mais uma vez, fazer uma grande marcha em defesa da classe trabalhadora, para pressionar e cobrar mais direitos, mais empregos, mais saúde e mais educação. Todas as categorias estarão representadas, para que cada uma leve a sua bandeira de luta e, juntos, defenderemos a Pauta da Classe Trabalhadora 2026.”

Sérgio Nobre destaca na Pauta da Classe Trabalhadora o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, reivindicação que tem o total apoio do Partido dos Trabalhadores.

“A agenda do Congresso Nacional precisa refletir as necessidades do povo, como o fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Vamos entregar essas demandas ao deputado Hugo Mota [presidente da Câmara dos Deputados]”, afirma Sergio Nobre.

A vice-presidenta da CUT e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, também destaca a unidade das centrais sindicais e a centralidade da redução da jornada com a defesa do fim da escala 6×1.

“É uma marcha unitária em defesa da redução da jornada sem redução de salário e do fim da escala 6×1, para garantir mais tempo de vida aos trabalhadores”, enfatiza.

Programação

A concentração para a Marcha começa às 8h, no estacionamento do Teatro Nacional, próximo à Rodoviária e em frente à Catedral.

Às 9h, será realizada a Plenária da CONCLAT, reunindo lideranças sindicais, movimentos populares e delegações de diversos estados.

A marcha sairá às 10h30 em direção à Esplanada dos Ministérios.

À tarde, dirigentes das centrais sindicais entregarão a pauta de reivindicações ao presidente Lula e a ministros.

A mobilização integra a jornada nacional de lutas e se articula com as atividades do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

Da Rede PT de Comunicação, com informações da CUT

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