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Política externa do Governo Lula é respeitada pelas grandes potências, diz Edinho

Presidente do PT afirma que Governo Lula não vai se submeter ao autoritarismo de Trump e acerta ao defender o PIX, as riquezas minerais e cobrar regras das big techs

“Defender a soberania nacional significa proteger nossa capacidade de decidir livremente os rumos do país", diz resolução do PT.Foto: Imagem gerada por IA/PT

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, elogiou a política externa do Governo Lula e a defesa intransigente da soberania do país. Edinho disse à CNN Brasil que “Lula é hoje o líder do mundo democrático mais respeitado”.

“Nós temos, aproximadamente, 250 novos comércios abertos para os produtos brasileiros. Portanto, isso é consequência de uma política externa ampla, com muita capacidade de diálogo, com muita capacidade de interação. O presidente Lula é respeitado por todos os países, pelas grandes potências do mundo”, disse o presidente do PT.

Já a diplomacia dos Estados Unidos (EUA) sob Donal Trump, destacou Edinho, é “extremamente desastrosa”. Segundo o petista, o presidente estadunidense se utiliza da guerra tarifária para coagir outros países e o Governo Lula não deve se submeter a esse expediente autoritário.

“O Brasil não vai permitir que o governo Trump faça ingerência em assuntos internos do Brasil, como, por exemplo, querer fazer ingerência no PIX, querer fazer ingerência na regulamentação das ‘big techs’”, rebateu Edinho. “O Brasil tem o direito de regulamentar as suas ‘big techs’, nós queremos proteger as famílias brasileiras, as crianças brasileiras, os adolescentes brasileiros”, acrescentou.

O presidente do PT também concorda com o Governo Lula no que diz respeito à exploração dos chamados minerais críticos, necessários à descarbonização do planeta e à produção de tecnologias avançadas. Para Edinho, o Brasil não pode ceder aos interesses de Washington, pois as riquezas naturais “pertencem ao povo brasileiro”

“Não haverá desenvolvimento econômico no século 21 sem os metais críticos. O Brasil detém a segunda reserva de metais críticos do mundo, do planeta. Então, nós queremos, sim, fazer parcerias com empresas de outros países, para que a gente possa ter transferência de tecnologia, para que a gente possa aprender novas tecnologias para extrair os metais críticos”, indicou.

Sobre as condutas do presidente da Argentina, Javier Milei, que veio ao Brasil para a oficialização da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aproveitou para ofender Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Edinho o comparou a um militante político, postura bem distante da necessária a um chefe de Estado.

“A forma como o Milei se posiciona, ele não se posiciona como um chefe de Estado. Ele se posiciona como um militante político. Ou seja, ele não é militante de um partido político. O Milei representa a Argentina, o povo argentino. Ele é um representante do Estado argentino. Ele é chefe de Estado. Ele não é chefe de uma torcida organizada”, condenou.