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Saúde

  • No fim de semana, praias do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Salvador receberam multidões, que não hesitaram em desobedecer as regras de isolamento social e o uso de máscaras. Brasil ultrapassou a marca de 120 mil mortos e chega cada vez mais perto de registrar 4 milhões de casos de Covid-19. “A banalização da tragédia é comum no Brasil. Na Covid-19 isso é muito perigoso, porque o número de óbitos pode aumentar de forma trágica”, alerta Alexandre Naime, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia
  • Indústria subterrânea de mentiras que elegeu Bolsonaro e Trump agora prejudica estratégias de combate a pandemia ao confundir população com notícias falsas. Levantamento do UPVacina, da USP Ribeirão Preto, detectou, entre maio e julho, crescimento de 383% de postagens com informações inverídicas sobre a vacina contra o coronavírus no Facebook. Do total, apenas 11% foram marcadas pela rede social como conteúdo falso. “A preocupação é que o efeito da ação desse mecanismo coloque em risco futuras campanhas de vacinação contra a covid-19 e até mesmo a confiança geral nas vacinas”, alerta João Henrique Rafael Junior
  • Comissão externa da Câmara de enfrentamento da pandemia debate impacto da doença nas populações negras e quilombolas. Na reunião, Alexandre Padilha, autor do pedido da audiência, criticou Bolsonaro por negligenciar segmentos mais vulneráveis da população. “O governo ignora a existência do racismo estrutural no país, ignora o racismo institucional e ignora o impacto da Covid-19, que aprofunda as desigualdades”, disse. O surto, que já tirou a vida de mais de 118 mil mil brasileiros e causou mais de 3,7 milhões de infecções no país, avança sobre as populações mais vulneráveis e preocupa especialistas de saúde
  • No marco simbólico da tragédia da pandemia no país, presidente Bolsonaro voltou a causar aglomerações, sem máscara, e a colocar em risco a vida de brasileiros. Levantamento feito pela Rede de Pesquisa Solidária aponta que o governo federal deixou de coordenar uma política nacional sobre o uso de máscaras no país, e cuidou de enfraquecer até mesmo medidas que já estavam em curso nos estados. “A falta de fiscalização, de programas e da massificação das ações, além da desinformação, rebaixaram a importância do uso de máscaras e reduziram a capacidade de proteção da população mais vulnerável”, aponta levantamento. Brasil registra 3.683.224 casos da doença e 116.964 mortes
  • Primeira fase de testes da vacina Soberana 01 tem início promissor em Havana e contará com a participação de cerca de 700 voluntários nas primeiras fases. Apesar de restrições impostas pelo bloqueio econômico, Cuba é o único país da América Latina a ter autorização da OMS para realizar testes, reafirmando capacidade de contribuir com avanços históricos no campo da ciência e da medicina. Diretor do Instituto Finlay de Vacinas, com sede em Havana, Vicente Vérez Bencomo destacou papel da tradição em conhecimento público e de acesso gratuito dos cubanos: “não há ocasião anterior em que a humanidade tenha gerado tanto conhecimento científico em tão curto período”, observou, em entrevista à TV cubana
  • Com o agravamento da crise, famílias enfrentam impacto duplamente trágico: a perda de pais e avós e, com eles, a principal fonte de renda da família. Levantamento do Ipea aponta que cerca de 4 milhões de adultos e 1 milhão de crianças e adolescentes podem entrar na zona da pobreza com a perda de renda de idosos vítimas da Covid-19. Nesta terça-feira (25), o país ultrapassou a marca de 115.646 mortes e 3.636.167 milhões de infectados. “A doença afetou os idosos em duas vertentes: primeiro que eles morrem mais, segundo porque são os primeiros a perder o emprego por pertencerem ao maior grupo de risco de contrair o novo coronavírus”, diz Ana Amélia Camarano, autora do estudo
  • Nesta segunda-feira (24), quando o país ultrapassa a marca de 3,6 milhões de infectados pelo coronavírus e 115 mil mortes, presidente participou de evento para promover o uso da hidroxicloroquina como solução milagrosa para tratamento de pacientes infectados. ‘Brasil de Fato’ revela que governo fora desaconselhado pela Anvisa sobre uso da droga. No evento, Bolsonaro não lamentou as mortes e voltou a insultar a imprensa. “O genocida não citou uma ação sequer que justificasse o nome do evento [Vencendo a Covid-19]. Apenas exaltou a cloroquina, ofendeu jornalistas, simulou choro e se auto-elogiou. Um desrespeito à memória das vítimas e à dor das famílias”, critica a deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann
  • Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus prevê fim da pandemia em até dois anos. “Acima de tudo, se conseguirmos unir esforços, usar ao máximo os recursos disponíveis e torcer para que possamos ter ferramentas complementares como as vacinas, acho que podemos acabar [a pandemia] em um período de tempo mais curto do que a gripe de 1918”, disse
  • Nesta quinta-feira (20), país ultrapassou 3,5 milhões de infecções e 112.423 óbitos, de acordo com balanço do consórcio de veículos de imprensa. Também foram registradas mais 1.234 vítimas fatais em 24 horas, e 44.684 mil novos contágios. Em mais um arroubo demagógico, o presidente Jair Bolsonaro debocha do sofrimento da população ao elogiar a desastrosa atuação do governo no combate à pandemia