Trump eleva tensão global, petróleo sobe e população paga a conta

Presidente dos EUA promove uma grande onda de desinformação e bravatas sobre as negociações com o Irã, com declarações erráticas, prática similar ao bolsonarismo

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A escalada de tensões no Oriente Médio orquestrada por Donald Trump coloca o presidente dos Estados Unidos como principal responsável pela instabilidade global, que vem gerando uma alta no preço dos combustíveis com reflexo para a população em todo o mundo. Em meio a declarações contraditórias, os Estados Unidos têm adotado uma estratégia que mistura desinformação e supostas negociações com o Irã. A prática é bastante similar à adotada pelo bolsonarismo. O resultado disso tudo está no aumento do preço do petróleo, pressão sobre combustíveis e impacto direto no bolso da população em diversos países, incluindo o Brasil.

Nesta quinta-feira, 26, Trump fez nova bravata e insinuou ter dúvidas se quer fazer um acordo com o Irã. Ainda que o conflito esteja causando consequências econômicas para a própria população dos Estados Unidos, Trump disse está “o oposto de desesperado”, afirmando que “não se importa”.

Reportagens recentes mostram que o Irã rejeitou as propostas de Trump, classificando-as como “excessivas” e negando qualquer canal real de negociação com os Estados Unidos. Em outro momento, autoridades iranianas foram ainda mais incisivas ao afirmar que o presidente estadounidense “negocia consigo mesmo”.

Esse jogo de cena, no entanto, não é inofensivo. Ao alternar discursos de confronto com supostos acenos diplomáticos, Trump alimenta a incerteza nos mercados globais. E, quando se trata de uma região estratégica como o Golfo, qualquer sinal de instabilidade é suficiente para disparar o preço do petróleo. Isso significa diesel mais caro, gasolina pressionada e inflação atingindo os mais pobres.

“Qualquer deterioração da segurança regional tende a se traduzir rapidamente em volatilidade nos preços do petróleo, com impactos que se irradiam para economias muito além da região”, avalia o professor de direito internacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Lucas Carlos Lima.

Comunicação “errática” e muito ruído

Lima também chama atenção para o comportamento de Trump no campo diplomático. “As declarações do presidente americano parecem refletir menos uma ausência completa de direção e mais uma forma de condução que privilegia ambiguidade estratégica, ainda que, por vezes, à custa de coerência discursiva.”

Segundo o especialista, a alternância entre sinais de negociação e posturas agressivas “gera ruído adicional” e amplia a instabilidade.

Para o professor José Luiz S. Moraes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, há uma comunicação “errática” por parte da Casa Branca, com discursos muitas vezes contraditórios e potencialmente estratégicos.

“Na Casa Branca, a comunicação tem se mostrado errática,não se sabe se de forma proposital ou não. Muitas vezes o que há são retóricas de guerra, o que é comum nesses conflitos armados”, afirma.

Busca pela paz: o jeito Lula de governar

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tem proposto, em vários discursos recentes, uma reflexão sobre a insanidade da guerra e defendido a paz global. Desde o início de seu mandato, Lula tem defendido o fortalecimento do multilateralismo, o diálogo entre nações e a busca por soluções diplomáticas para conflitos internacionais.

Lula tem criticado o uso da força, uma estratégia de Trump, e pediu que o Conselho de Segurança da ONU não reaja com passividade diante deste conflito no Oriente Médio.

O Brasil voltou a ocupar um papel ativo na promoção da paz, seja por meio do Brics, seja na tentativa de reconstruir pontes entre diferentes blocos econômicos e políticos.

Ao contrário da política de confronto, militarismo, uso da força e unilateralismo adotada por Trump, que conta com o apoio e é defendida pelo bolsonarismo, Lula tem reiterado a importância de instituições internacionais fortes e de uma governança global baseada na cooperação, na diplomacia e no diálogo, pelo bem da população mundial.

Rede PT de Comunicação.

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