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Um Minuto Pela Vida das Mulheres: Nísia Trindade relata violência de gênero

Ex-ministra da Saúde compartilha experiência de desvalorização por ser mulher e destaca a importância de fortalecer políticas de proteção

Nísia Trindade fala da importância de mulheres ocuparem espaços de poderFoto: Divulgação

Venho aqui, infelizmente, compartilhar um relato de violência de gênero.” Assim a ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz Nísia Trindade (PT-RJ) inicia sua participação no segundo vídeo da campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres, iniciativa das mulheres do PT que dá voz a experiências reais de violência de gênero.

Pesquisadora e gestora, Nísia relata que enfrentou, ao longo de sua trajetória profissional, situações em que sua posição foi desvalorizada pelo fato de ser mulher. “Durante o período em que estive na Fiocruz, como pesquisadora e como gestora, ouvi com frequência comentários que tinham a ver com o fato de eu ser mulher, de forma a desvalorizar minha posição”, conta.

O depoimento evidencia que a violência de gênero não se restringe aos espaços tradicionalmente associados à política ou à violência doméstica. Ela também está presente no ambiente profissional e acadêmico, nos espaços de liderança e nos locais onde mulheres ocupam posições de poder e decisão.

Nísia destaca que o enfrentamento desse tipo de violência passa também pela afirmação da autonomia e da voz das mulheres. Para ela, é necessário firmeza para defender o direito das mulheres de ocupar espaços, expressar suas posições e serem respeitadas.

“Nós, mulheres, não podemos de modo algum compartilhar, conviver e aceitar visões dessa natureza. “Temos que ser muito firmes na defesa do nosso poder, da nossa condição de falar, de expressar posições e de sermos respeitadas”, reforça.

 

Campanha com diversas vozes

A campanha Um Minuto Pela Vida das Mulheres, do PT, aborda diferentes manifestações da violência de gênero, como assédio, silenciamento, violência doméstica e violência política.

É justamente para dar visibilidade a essas experiências que a ação propõe transformar relatos individuais em uma mobilização coletiva. Um minuto pode ser o tempo necessário para romper o silêncio, compartilhar uma experiência e reafirmar que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha.

O primeiro vídeo da série foi protagonizado pela deputada federal Jack Rocha (PT-ES), coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados. A campanha parte de uma realidade que permanece alarmante: Em 2025, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo a pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil. Os números representam apenas uma dimensão da violência de gênero.

Espaço aberto

Mulheres de diferentes regiões do país já enviaram vídeos, compartilhando experiências que vão do assédio e do silenciamento, à violência política de gênero e à violência doméstica. O espaço para participação permanece aberto a mulheres que desejem integrar a iniciativa. As interessadas em participar podem enviar e-mail para comunicacaodn@gmail.com, que a equipe de comunicação retorna com os detalhes do roteiro.