Siga nossas redes

Inflação desacelera pelo quarto mês com queda da cesta básica em 26 capitais

Alimentos consumidos em casa ficaram 1,14% mais baratos em julho; Natal, Maceió e Belo Horizonte registraram as maiores quedas no valor da cesta

Foto: Site do PT

A queda dos alimentos teve peso decisivo no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,67% em julho, enquanto os preços dos alimentos consumidos dentro de casa diminuíram ainda mais: 1,14%.

Com isso, a inflação desacelerou de 0,16% em junho para 0,07% em julho. Foi a quarta redução consecutiva no ritmo de alta dos preços. Depois de chegar a 0,88% em março, o IPCA caiu para 0,67% em abril, 0,58% em maio, 0,16% em junho e 0,07% em julho.

O custo da alimentação deu sinais importantes de alívio para as famílias brasileiras em julho. A cesta básica ficou mais barata em 26 das 27 capitais do país.

Os resultados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação controlada

No acumulado do ano, o índice ficou em 3,44%. Nos últimos 12 meses, chegou a 4,44%, dentro do intervalo de tolerância do sistema de metas, cujo limite superior é de 4,5%. Em julho de 2025, a inflação havia sido de 0,26%, segundo o IBGE.

Entre os produtos que mais contribuíram para a redução do custo da alimentação estão itens presentes diariamente na mesa dos brasileiros. O preço do tomate caiu 29,09%, constituindo o principal impacto negativo sobre a inflação de julho.

Também ficaram mais baratos a batata inglesa, com queda de 19,59%; a cenoura, que recuou 14,41%; e o café moído, com redução de 2,45%.

Cesta básica mais barata

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos confirma que o alívio nos preços chegou a todas as regiões do Brasil. Das 27 capitais pesquisadas pela Conab e pelo Dieese, 26 apresentaram redução no custo do conjunto de alimentos básicos entre junho e julho.

As maiores quedas foram registradas em Natal, onde a cesta ficou 7,95% mais barata; Maceió, com recuo de 7,87%; Belo Horizonte, de 7,44%; Palmas, de 7,38%; e Rio de Janeiro, de 7,12%.

Brasília, João Pessoa, Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Cuiabá também tiveram reduções superiores a 6%. São Luís foi a única capital com aumento, de apenas 0,3%.

Mesmo após uma queda de 5,23%, São Paulo continuou com a cesta mais cara do país, no valor de R$ 915,01. Na sequência aparecem Cuiabá, com R$ 881,27; Florianópolis, com R$ 860,73; e Rio de Janeiro, com R$ 855,37.

Os menores valores médios foram encontrados em Aracaju, onde a cesta custou R$ 594,07; Maceió, com R$ 618,60; Natal, com R$ 631,51; e João Pessoa, com R$ 644,04.

Desafios existem, mas o caminho está certo

Em Natal, a maior redução registrada no país fez o valor da cesta cair de R$ 686,07 em junho para R$ 631,51 em julho. Para a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), o resultado demonstra a importância das políticas adotadas pelo governo do presidente Lula.

“Os números divulgados agora mostram uma notícia muito importante. Graças às políticas que o presidente Lula tem adotado, Natal teve a maior queda no preço da cesta básica entre todas as capitais do Brasil. Isso significa comida mais barata na mesa das famílias e mais dinheiro sobrando no fim do mês para outras necessidades”, afirmou.

Natália destacou o fortalecimento da produção de alimentos, o apoio à agricultura familiar, a organização do abastecimento e o combate à inflação entre as ações do Governo Lula. Segundo ela, quando o poder público trabalha para assegurar a oferta de alimentos e a estabilidade da economia, o principal beneficiado é o povo.

A deputada disse ainda que já tem ouvido, em conversas com a população, relatos sobre a redução nos preços de frutas, verduras e outros itens da cesta básica. Ela reconheceu, porém, que o orçamento continua apertado para muitas famílias.

“Tem muitos desafios ainda. A gente sabe que muita gente continua apertada. Mas essa redução é uma ótima notícia, que mostra que nós estamos no caminho certo, de fazer o custo de vida pesar cada vez menos no bolso das brasileiras e dos brasileiros”, ressaltou.

Reconstrução da Conab

Em Belo Horizonte, a cesta básica passou de R$ 826,72 para R$ 765,25, uma redução de 7,44% em apenas um mês. A capital mineira apresentou a terceira maior queda do país.

Para o vereador Pedro Rousseff (PT-MG), o resultado também está relacionado à reconstrução da Conab e das políticas públicas de segurança alimentar promovida desde o início do terceiro mandato de Lula.

“Ao longo desses últimos três anos e meio do governo do presidente Lula, a gente vem reconstruindo a Conab e as políticas públicas de combate à fome. Encontramos, após o governo Bolsonaro, uma Conab sem orçamento, desestabilizada e sem potencial de compra”, afirmou.

Segundo Rousseff, uma das primeiras metas do Governo Lula foi reorganizar a companhia para recuperar sua capacidade de realizar compras públicas volumosas, regular o abastecimento e contribuir para a redução dos preços dos alimentos básicos.

O vereador também destacou as medidas adotadas pelo governo federal diante de crises pontuais de abastecimento, como a redução de tributos sobre cadeias produtivas e de impostos de importação.

“O presidente Lula teve a coragem de agir rapidamente nos períodos de crise de abastecimento, reduzindo impostos sobre a cadeia produtiva e também os impostos de importação. Isso acaba se refletindo diretamente na queda dos preços dos alimentos, como estamos vendo por todo o país”, disse.