O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, durante ato em São José do Rio Preto (SP), neste sábado (5), a importância do programa Celular Seguro no combate aos roubos e furtos de aparelhos e ao mercado ilegal de celulares. Ele explicou que a ferramenta dificulta a utilização e a revenda de dispositivos roubados, bloqueando imediatamente o aparelho.
“Nós criamos um programa chamado Celular Seguro. Se qualquer pessoa deste país tiver o seu celular roubado, vai pegar o número do seu celular e imediatamente será bloqueado. Quem roubou não vai poder fazer nada com o celular”, afirmou.
Lula ressaltou ainda que o Celular Seguro pode ser consultado antes da compra de um aparelho usado. A ferramenta permite verificar se o celular possui registro de roubo, furto ou extravio, dificultando a comercialização de equipamentos obtidos ilegalmente.
“De vez em quando aparece alguém tentando vender um celular usado de boa qualidade, mais barato. Agora, se vocês forem comprar esse celular, a plataforma do Celular Seguro vai dizer se o celular é roubado ou não”, explicou o presidente.
Para Lula, a medida contribui para enfraquecer a cadeia econômica que sustenta os roubos de celulares.
“Daqui para frente, vai ser inutilizado o celular [roubado]. E isso é uma parte do debate que a gente está fazendo para combater a indústria do crime organizado”, afirmou.
Pix e a revolução digital
Lula também abordou outra frente de transformação tecnológica defendida por seu governo: o Pix. O presidente afirmou que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua ida à Organização das Nações Unidas (ONU), e sugerir que os Estados Unidos adotem o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.
“Trump quer acabar com o Pix. Eu vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: Trump, faça o Pix, que você vai ver o quanto será bom para a economia digitalizada”, afirmou.
Lula também defendeu o desenvolvimento de inteligência artificial em português como parte de uma estratégia para ampliar a autonomia tecnológica do país. “Nós não queremos ficar dependendo da China e nem dos Estados Unidos. Nós queremos inteligência artificial em português”, disse.
O futuro se constrói com história
Durante o discurso, Lula chamou a população a se mobilizar e afirmou que sua trajetória e as realizações de seus governos são a base para apresentar um projeto de futuro. O presidente criticou candidatos que, segundo ele, fazem promessas sem apresentar resultados concretos.
“Quando alguém falar de futuro, você precisa estudar a vida de quem está falando para saber o que ele fez. Porque quem não fez nada no passado não vai fazer nada no futuro”, alertou.
Lula defendeu ainda que os eleitores comparem os resultados de diferentes governos. Como exemplo, citou a inflação dos alimentos: segundo os números apresentados pelo presidente, a alta teria sido de 56,17% nos quatro anos do governo anterior e de 13,6% em seu governo. “É preciso que a gente comece a fazer comparação”, afirmou.
Educação, energia e tecnologia
Ao apresentar as ações de seu governo e as perspectivas para os próximos anos, Lula afirmou que o país está diante de uma série de transformações. Na educação, destacou a expansão dos institutos federais e das universidades, além de programas como o Pé-de-Meia e a ampliação das escolas de tempo integral. Para o presidente, investir na formação da população é condição para o desenvolvimento do país.
Na área energética e tecnológica, Lula citou o projeto REDATA e afirmou que o Brasil poderá atrair R$ 500 bilhões em investimentos para a instalação de data centers. Ele também defendeu a ampliação da formação universitária para preparar os jovens para um mercado de trabalho cada vez mais tecnológico.
O presidente afirmou que, se for reeleito, os próximos quatro anos serão marcados por uma nova “revolução”, com atenção aos pequenos empreendedores, aos trabalhadores por conta própria e às pessoas que precisam de crédito para iniciar novos negócios.
Lula também defendeu que o Brasil avance da exportação de commodities para a exportação de conhecimento e tecnologia. “Não queremos apenas exportar milho, soja, álcool”, disse. “Se tem neste país alguém que pode garantir o futuro, sou eu”, afirmou.

Economia e renda em alta
Em seu discurso, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou medidas adotadas pelo governo Lula para fortalecer o setor sucroalcooleiro e ampliar a produção de biocombustíveis.
O vice-presidente lembrou que neste mandato, por exemplo, a mistura de etanol na gasolina passou de 27,5% para 30% e, posteriormente, para 32%, enquanto a participação do biodiesel subiu de 10% para 15%.
“O presidente Lula aumentou para 15%, a economia cresceu, a renda cresceu”, afirmou.
Alckmin também ressaltou a reforma tributária que classificou como “histórica”, e citou o recorde de investimentos externos no país, de US$ 88 bilhões. Ele ainda destacou a redução do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a diminuição da alíquota para quem recebe até R$ 7.350.
Ao tratar da defesa da democracia, Alckmin afirmou que diferentes forças políticas estão se unindo em torno da candidatura de Lula e da preservação das instituições.
“Nós nos unimos com o presidente Lula para salvar a democracia”, declarou. “Eles queriam dar um golpe de estado e quem tem vocação para dar golpe de estado, o que acaba fazendo é o golpe de master, envolvidos no maior escândalo de corrupção do banco master”, finalzou.