Premiações de ‘O Agente Secreto’: o valor da memória, da cultura e da democracia

Obra é escolhida como melhor filme de língua não inglesa no Globo de Ouro e Wagner Moura leva prêmio de melhor ator, duas vitórias inéditas; Lula e lideranças políticas do PT celebram

Vitor Jucá

O Agente Secreto, dirigido por Kléber Mendonça, ganha prêmio filme no Globo de Ouro; Wagner Moura vence como melhor ator

O Brasil história fez na noite de domingo (11) no Globo de Ouro, premiação do cinema mundial que antecede a realização do Oscar, quando o filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu em duas das três categorias em que foi indicado: melhor ator de drama para Wagner Moura e o melhor filme em língua não inglesa.

É a primeira vez que um filme brasileiro vence em duas categorias em uma edição do Globo de Ouro. E também foi a primeira vez, em 27 anos, que um filme brasileiro venceu na categoria, após a vitória em 1999 de “Central do Brasil”, dirigido por Walter Salles Jr.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o reconhecimento do cinema brasileiro internacionalmente, assim como a ministra da Cultura, Margareth Menezes, parabenizou Moura e o filme que, mais uma vez, colocou o cinema brasileiro no topo do mundo.


“É simbólico que uma obra que resgata a memória da nossa luta contra a ditadura militar receba tamanha honraria mundial. Premiar esse filme é reafirmar que a arte é o maior instrumento de resistência contra o autoritarismo e o esquecimento. O Brasil mostra ao mundo que não abre mão da sua verdade histórica”, afirmou o presidente nacional do PT, Edinho Silva, em suas redes sociais, ao comemorar as premiações. Ele enfatizou ainda que “a cultura brasileira continue sendo esse farol de liberdade e esperança”.

Ao receberem os prêmios, o diretor Kleber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura enfatizaram a importância da arte na resistência ao autoritarismo. “Esse é um momento muito importante no tempo e na história para se fazer filmes. Aqui nos EUA e no Brasil”, disse o diretor, em referência ao governo de Donald Trump e à ameaça da extrema direita no Brasil.

“Cultura e democracia andam juntas”, afirmou Wagner Moura. O ator destacou, ao discursar, que O Agente Secreto “é um filme sobre memória, ou a falta de memória”. “Se o trauma puder ser passado por gerações, os valores também podem ser passados por gerações. Esse prêmio vai para aqueles que estão seguindo seus valores em momentos difíceis. Viva o Brasil, viva a cultura brasileira”, disse Moura.

Homenagens…

Em sua rede social, Lula também destacou o talento do ator Wagner Moura e sua atuação na obra.

Presidente da Comissão de Cultura da Câmara, a deputada federal Denise Pessôa (PT-RS) destacou também como o passado recente da ditadura ainda provoca impactos no presente do país. O filme, disse ela, “expõe marcas de um período de violência, censura e perseguição”. “Um país que não encara seu passado fica muito vulnerável a repetir o autoritarismo”, observou.

 

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O líder do governo Lula na Câmara Federal, deputado José Guimarães (PT-CE), que está em viagem no exterior, também gravou vídeo com uma mensagem para comemorar o que ele chamou de uma “vitória épica do cinema brasileiro no Globo de Ouro”.

“Wagner Moura e o filme O Agente Secreto revelaram que, com investimento e incentivo, a gente chega em qualquer lugar de igual para igual”, enfatizou Guimarães, que é o autor do PL 363/2025, que altera a Lei nº 14.399/202 que institui a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Essa proposta do líder do governo busca aperfeiçoar critérios de repasse e aplicação de recursos destinados às ações culturais, com foco na manutenção e expansão do fomento.

Da Redação do PT

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