Este é um período para refletirmos sobre a relação entre sociedade e natureza e reafirmarmos nosso compromisso com a transformação socioambiental justa e popular.
Ao longo deste mês, vamos dialogar sobre temas fundamentais para a construção de um futuro mais sustentável, democrático e inclusivo. E começamos falando sobre um assunto que afeta milhões de brasileiros: o racismo ambiental.
Racismo ambiental acontece quando populações negras, indígenas, quilombolas, periféricas e comunidades tradicionais são as mais afetadas pela poluição, pela falta de saneamento básico, pelas enchentes, pelos desastres ambientais e pela ausência de políticas públicas.
Um exemplo disso são comunidades que convivem diariamente com esgoto a céu aberto, lixões, falta de água tratada e enchentes recorrentes, enquanto outras regiões recebem mais investimentos e infraestrutura. Também acontece quando povos indígenas e comunidades quilombolas têm seus territórios ameaçados pela mineração, pelo desmatamento ou pela contaminação dos rios.
Falar de meio ambiente é também falar de justiça social. Afinal, os impactos da crise climática e da degradação ambiental não atingem todas as pessoas da mesma forma.
🌎 Não existe transformação socioambiental sem justiça ambiental e combate às desigualdades.
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