Ajuste fiscal não afetará desenvolvimento agropecuário, assegura ministra

De janeiro a junho, o agronegócio brasileiro abriu 31 postos de trabalho

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, apresentou nesta segunda-feira (27) uma prestação de contas do primeiro semestre de 2015. Entre os diversos assuntos tratados, a ministra assegurou que os reajustes econômicos do governo não afetarão os investimentos da Pasta e que a presidenta Dilma Rousseff anunciará medidas de ampliação e fortalecimento do segmento econômico.

Kátia Abreu ressaltou também a necessidade de o Brasil ampliar a presença agropecuária em outros países. Serão nomeados, segundo a ministra, oito adidos agrícolas, nos Estados Unidos, na Argentina, na União Europeia (dois), na Rússia, no Japão, na China e na África do Sul.

“Enquanto temos apenas um adido na China, os Estados Unidos têm mais de 40”, destacou.

Barreiras fitossanitárias – Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Décio Coutinho, um dos objetivos do ministério é o reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa, até maio de 2016.

“Estamos trabalhando para que possamos levar o pedido de reconhecimento internacional à OIE até dezembro deste ano”, disse o secretário.

Gestão interna – No plano de gestão do ministério, Kátia Abreu destacou a desburocratização de 4.936 processos desde 2006 até 2015, a digitalização de 100% dos documentos, dentro do programa “MAPA Sem Papel” e a redução de R$ 146 mil para R$ 77,3 mil de despesas de administração direta.

Desenvolvimento do setor – O Secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Caio Rocha, destacou o fortalecimento das cadeias produtivas e o trabalho do ministério para impulsionar a atividade agrícola no Norte, Nordeste e nos estados que formam o MATOPIBA, uma área de semiárido onde estão os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Segundo o secretário, a Pasta fortalece as cadeias produtivas levando em consideração as prioridades de cada unidade da Federação. No Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal, a agricultura orgânica é mais forte.

Em Minas Gerais e no Espírito Santo, o café é o produto que melhor representa o setor e deve ter mais ações para o seu desenvolvimento. As regiões de Goiás, MG, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, respondem por 62,6% da produção leiteira brasileira.

“O leite é um produto importante para o Brasil. De 5 milhões de produtores da bebida, 1,2 milhões ‘tiram’ leite e 850 mil vendem. A produção está subindo e o consumo não está alcançando esse tamanho. Temos que tomar providências para ampliação de mercados internos e externos”, disse Rocha.

Plano Agrícola – O secretário de Política Agrícola, André Nassar, destacou as novas condições do Plano Agrícola e Pecuária (PAP) 2015/2016, segundo as quais foi eliminado o extrateto, que permitia que os bancos aplicassem até 10% dos recursos das exigibilidades em operações de custeio que excedessem o limite por produtor.

Nassar ressaltou o crescimento do agronegócio brasileiro, que apresentou o fechamento positivo do PIB agropecuário em 4,7% e criou de 31 mil postos de trabalho, de janeiro a junho.

O MAPA realizou, segundo o secretário, o pagamento de R$ 390,1 milhões referentes às operações de seguro de 2014 e estão garantidos R$ 690 milhões para operações de 2015. Segundo a ministra, o novo modelo de seguro é voluntário.

“Vamos trabalhar modelos sustentáveis de seguro agrícola dentro do Grupo de Trabalho da Lei Agrícola, para melhorarmos o custo do seguro ainda para esta safra. Queremos que o produtor tenha um papel mais proativo com relação ao seguro agrícola, já que ele é o principal interessado. Assim, ele poderá negociar com mais eficiência”, afirmou a ministra.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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