Décio Lima: “Todas as cadeias produtivas agredidas com taxações serão protegidas”
Presidente do Sebrae afirma que o pacote lançado por Lula assegura soberania nacional, crédito acessível e abertura de mercados para milhões de micro e pequenos empresários brasileiros
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O presidente do Sebrae, Décio Lima, concedeu entrevista nesta terça-feira (19) ao Jornal PT Brasil, transmitido pela TV PT, Rádio PT e redes sociais do partido. Ele falou sobre o plano Brasil Soberano, lançado pelo presidente Lula como resposta ao tarifaço imposto pelo governo Donald Trump. Na avaliação de Lima, a medida é um gesto de defesa da soberania nacional.
“Eu diria para o nosso país: recuperação de um valor que nos pertence a todos, que é a nossa soberania. É a nossa Pátria que está sendo duramente agredida (…) nós não somos um painho de terceiro mundo, não somos uma colôniazinha que está submetida a qualquer tipo de agressão”, afirmou.
Para o presidente do Sebrae, o enfrentamento às taxações tem um caráter também simbólico e histórico. “É um grande momento, não só do ponto de vista econômico, mas também do ponto de vista do nosso pensamento e da nossa cultura, para nós não nos resignarmos, para nós entendermos a grandeza do nosso país nesse momento comandado por um único brasileiro que elegeu-se três vezes presidente da República”, disse.
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Apoio à pequena economia
Ao detalhar o papel do Sebrae na execução do programa, Lima destacou a transformação da instituição nos últimos anos e sua relevância para milhões de brasileiros.
“O Sebrae tá nesse processo com essa credibilidade, porque ele se transformou na porta dos sonhos de milhões de brasileiros e brasileiras. Só no ano passado nós atendemos 60 milhões de brasileiros e brasileiras com desejo de empreender”, ressaltou.
Ele recordou que a geração de empregos no país está fortemente vinculada aos pequenos negócios. “No ano passado nós tivemos a criação de 1 milhão e 700 mil novos empregos. Desses, 1 milhão e 300 mil são egressos da micro e da pequena empresa”.
Segundo Lima, o Brasil Soberano garante proteção para as cadeias produtivas ameaçadas pelas sanções dos Estados Unidos.
“Todas as cadeias produtivas que eventualmente possam ser agredidas com as taxações americanas serão devidamente protegidas, tanto com política de crédito como com processos protetivos de recuperação de um mercado em outro território do planeta”.
Abertura de mercados e internacionalização
O presidente do Sebrae também destacou a atuação conjunta com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) para ampliar a presença dos pequenos negócios brasileiros no comércio exterior.
Para ele, se trata de corrigir desigualdades estruturais. “O mercado não foi feito pros pequenos. Nós vivemos no modelo de uma sociedade capitalista, dos quais os pequenos são sobreviventes nesse mercado. (…) A existência nossa do Sebrae, de uma Apex, a existência de um modelo de governança liderado pelo presidente Lula traz essa certeza de um estado social protetivo e indutor, principalmente da pequena economia.”
Na entrevista, ele lembrou que políticas históricas dos governos petistas, como o Super Simples e a criação do Microempreendedor Individual (MEI), abriram caminho para que milhões de brasileiros se tornassem empreendedores.
Agora, segundo ele, a ênfase está no crédito e na inserção global. “Só na nossa política de crédito, lá no Sebrae, para se ter uma ideia, nós tínhamos historicamente nos últimos 25 anos uma capacidade de chegarmos a 1 bilhão de crédito por ano. Esse ano nós devemos festejar já 12 bilhões de crédito, 12 vezes mais.”
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Crédito acessível
Lima apontou o crédito como instrumento essencial para a sobrevivência e expansão dos pequenos negócios, especialmente em um cenário de desafios internacionais.
“É o crédito que estabelece sonhos (…) que estabelece uma relação que é a vivência natural hoje no modelo de sociedade que nós vivemos, que é uma sociedade capitalista. E que nós temos que permitir que ele seja um crédito acessível, que ele não tenha crueldade dos juros e que ele possa servir como instrumento a fim de que as pessoas possam melhorar a sua qualidade de vida e o seu próprio negócio.”
Ele afirma que a política do governo Lula assegura que nenhum setor produtivo ficará desassistido.
“Nós não vamos ter nenhum processo, nenhuma cadeia produtiva que não terá o abraço daquilo que chamamos de um estado social, aonde evidentemente o Sebrae faz parte desse contexto.”
Durante a entrevista, o presidente do Sebrae também destacou o papel da pequena economia na retirada do Brasil do mapa da fome.
“Daqueles que saíram do Cadastro Único, que com plausibilidade do mundo todo retira o Brasil novamente do mapa da fome, são originários do espírito empreendedor do povo brasileiro, de homens e mulheres que nunca desistiram. 98,8% daqueles que saíram do mapa da fome, do Cadastro Único, passaram a ser empreendedores ou obtiveram um emprego formal numa pequena empresa”, afirmou.
Ele acrescentou que o apoio à pequena economia sempre foi uma marca das gestões de Lula e agora se fortalece diante do cenário internacional.
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“A pequena economia no Brasil foi criada, induzida no primeiro governo do presidente Lula, que criou o Super Simples. O segundo governo criou a lei que estabeleceu o empreendedor individual, que é o MEI. E agora o presidente Lula, esse visionário, nos traz a preocupação de garantir o acesso à pequena economia, portanto, ao crédito.”
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Brasil altivo e inovador
Décio Lima concluiu ressaltando a confiança no potencial do país, tanto pela dimensão econômica quanto pela criatividade de seu povo. “O Brasil é um gigante. (…) Não existe lugar no planeta aonde tenhamos um povo mais criativo do que o povo brasileiro.”
Para ele, a estratégia do governo Lula é transformar desafios em oportunidades, garantindo que a soberania nacional caminhe lado a lado com a inovação e a proteção social.
“Nada desses agravantes que nos atacam com as taxações vão impedir essa caminhada vitoriosa que nós estamos vivendo até o presente momento.”
Da Redação
