Milhares de pessoas atenderam ao chamado da CUT e de movimentos sociais para saírem às ruas no dia 13 de março e defender a normalidade democrática, o resultado soberano das urnas nas últimas eleições e a defesa da Petrobrás. Em comum no discurso dos manifestantes estava o respeito ao desejo da maioria, expresso nas urnas nas eleições presidenciais. Foi rechaçado qualquer tentativa de destituir a presidenta Dilma Rousseff de seu cargo.
Em relação à corrupção, o povo deixou claro que foi a independência dada pela presidenta aos órgãos de investigação brasileiros que tornou possível identificar o esquema de corrupção que vinha assolando a Petrobrás há quase vinte anos.
A deputada federal pelo PT-DF, Érika Kokay, fez questão de enfatizar que “somos nós quem estamos na rua enfrentando a corrupção. Somos nós quem estamos repartindo o Brasil, que estamos eliminando a desigualdade social”. Segundo ela, a oposição faz uso de “máscaras” em função da incapacidade de defender o projeto que fez do Brasil o país “do desemprego estrutural, dos salários congelados e submisso ao FMI”.
Nas redes sociais, muitas pessoas usaram a hashtag #Dia13DiaDeLuta para manifestar apoio aos presentes pelos atos ao redor do País. Ao final da tarde, a tag era trending topic no Twitter, evidenciando que os protestos dominaram boa parte dos assuntos do microblog.O relato dos internautas deixa claro que a tentativa de alterar o resultado das urnas por vias antidemocráticas não será fácil. Militantes do Partido dos Trabalhadores, bem como cidadãos sem preferências partidárias, deixaram claro que tão importante quando defender uma presidenta eleita legitimamente com os votos das urnas, também se faz fundamental proteger a jovem democracia das forças ocultas que, no passado, atentaram outras vezes contra a soberania popular.