Do bolso do povo: Petrobras transfere mais R$ 42,4 bi aos acionistas

O valor se soma aos R$ 21 bilhões, desembolsados aos acionistas em agosto, perfazendo o montante de R$ 63,4 bilhões; enquanto isso, o litro da gasolina fechou a semana passada com preço médio de R$ 6,7

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Dolarização da economia começou com o golpe de Estado

Enquanto o litro da gasolina fechou a semana passada com preço médio de R$ 6,7,  sacrificando a população, nesta quarta-feira o bolso dos acionistas privados da empresa foi recheado com mais R$ 42,4 bilhões.

O valor se soma aos R$ 21 bilhões, desembolsados aos acionistas em agosto, perfazendo o montante de R$ 63,4 bilhões. A companhia prevê distribuir de US$ 60 bilhões a US$ 70 bilhões entre 2022 e 2026.

O novo desembolso mostra o desprezo do atual do governo pelas dificuldades do povo e reafirma o novo papel de empresa, transformada em “fábrica de dividendos”.  Na terça-feira passada, 3, a Bancada do PT na Câmara dos Deputados acionou o Ministério Público Federal contra o presidente da Petrobras por conta do alto preço dos combustíveis.

Atualmente, a Petrobras avança para se tornar a maior pagadora de rendimentos financeiros do mundo. Desde o golpe de Estado, a empresa vem perdendo sua função estratégica de assegurar combustíveis baratos para a produção e para o povo.

Petroleiros solidários

Enquanto a administração da empresa e o governo Bolsonaro atuam contra o povo e os interesses nacionais, os trabalhadores promovem nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a venda de botijões de gás por R$ 50,00. A ação é da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

“Os preços dos combustíveis estão descolados da realidade dos brasileiros, pressionados pela inflação e por essa cruel política de preços da gestão da Petrobrás, afirma o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Para o dirigente da FUP, “a redução de 10 centavos no valor da gasolina, anunciada na terça-feira (14), não muda nada, não fará diferença alguma na vida dos brasileiros. Essa baixa insignificante acontece depois de reajustes acumulados no ano de 60% e que fizeram da gasolina o principal item da inflação”, avalia.

Da Redação, com site da FUP

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