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Economia em alta favorece debate sobre redução da jornada, diz presidente do Sebrae

Rodrigo Soares vê no momento atual "grande oportunidade" para auxiliar microempreendedores na transição à escala 5x2

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, destaca a oportunidade para o debate sobre a jornada no Brasil.

O aumento da percepção entre os microempreendedores de que o fim da escala 6×1 não vai atrapalhar os negócios promete pender o debate sobre a redução da jornada em favor dos trabalhadores. E esse cenário se deve, em grande medida, ao bom desempenho da economia brasileira, segundo o presidente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Rodrigo Soares, em entrevista à Rádio PT.

Enquanto avança no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que versa sobre o fim da escala 6×1, a 12ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, divulgada recentemente pelo Sebrae, apontou que 51% dos microempreendedores não creem que a redução de jornada vai afetar seus respectivos negócios. Dois anos atrás, esse percentual estava em 47%. Para Soares, os números comprovam que o empreendedorismo tende a crescer no Brasil, caso a PEC seja aprovada.

“Ela [a PEC] vai impulsionar a economia, vai dar mais oportunidade para o ‘corre’ do brasileiro, vai dar mais qualidade de vida para o brasileiro, vai dar mais renda digna para o brasileiro e, sem dúvida alguma, vai ser um novo momento para o empreendedorismo no Brasil. Não tenho dúvida disso”, garantiu.

O presidente do Sebrae também argumentou que o momento atual reserva uma “grande oportunidade” para que a entidade auxilie os microempreendedores a se adaptarem à escala 5×2. “Nós queremos reorganizar os turnos. Nós já estamos preparando as nossas jornadas com mais eficiência, com mais produtividade, utilizando inovação, tecnologia, inteligência artificial, melhorando a competitividade dos pequenos negócios”, antecipou.

A economia sob Lula

Durante a entrevista, Soares fez questão de enumerar o dados econômicos sólidos alcançados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu terceiro mandato, favorecendo amplamente o segmento dos microempreendedores. “Nós temos um clico de quatro anos em que a inflação está sob controle, que a taxa de crescimento do país está positiva, a taxa de desemprego hoje é cerca de 5,8%, o que significa o pleno emprego”, listou Soares.

“Ou seja, quando a economia vai bem, quem é que ganha? É o pequeno negócio. Os pequenos negócios representam 95% dos CNPJs do país, representam quase 30% do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro. A maioria dos empregos, mais de 50%, são gerados pelas micro e pequenas empresas”, prosseguiu.

Ainda de acordo com Soares, Lula foi o presidente que mais incentivou o empreendedorismo no Brasil. Ele mencionou, entre outras medidas, a criação do Microempreendedor Individual (MEI), em 2008, quando começou a se estabelecer o que chamou de um “ambiente de negócios” para os pequenos negócios.

“O Lula é quem tem esse histórico, quem tem essa identidade de impulsionar a economia, de gerar renda e de apoiar o empreendedorismo brasileiro. O Lula tem, de fato, essa visão em todos os seus ciclos, seja nos ciclos anteriores, seja no ciclo atual”, reconheceu o presidente do Sebrae.

Rede PT de Comunicação.