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Edinho defende ampliação da aliança ‘para fazer as mudanças que o Brasil precisa’

Presidente nacional do PT destaca avanço da coligação com 7 partidos do campo progressista em apoio a Lula-Alckmin, mas antecipa: "Queremos conversar mais"

A intolerância da extrema direita, a perseguição autoritária ao diferente precisa ser combatida pelas forças políticas que acreditam no futuro do Brasil, diz Edinho.Foto: Reprodução

O arco de alianças do campo democrático-progressista para a disputa presidencial é um sinal de unidade histórica, com sete partidos na Coligação O Brasil Pronto Pra Mais pela reeleição do presidente Lula e do vice Geraldo Akckmin. Mas o esforço de diálogo para ampliar apoios partidários continua, afirma o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Em entrevista exclusiva à Rede PT de Comunicação, Edinho destacou a importância da união da esquerda e da formação da coligação com PT, PCdoB, PV, PSB, Rede, PSOL e PDT, além de apontar para a pavimentação de um projeto que inclua todas as forças políticas que rejeitam o autoritarismo, respeitam direitos e estão comprometidas em fazer as mudanças que o Brasil necessita.

“Nós conseguimos sim, uma política de alianças muito importante, atraídas pelo presidente Lula, e queremos conversar mais. Nós queremos conversar com outros partidos para que a gente forme um campo de alianças que vá além.”

Edinho Silva destacou que é fundamental valorizar o movimento de todos os partidos que, desde o primeiro momento, se aliaram ao presidente Lula para uma disputa que tem contornos históricos e é observada globalmente. No entanto, exatamente pela seriedade e pela complexidade da conjuntura geopolítica mundial, com o avanço da extrema direita fascista, enfatiza o presidente do PT, a ampliação de suporte político é necessária e bem-vinda.

“Queremos conversar também com aqueles que não vieram no primeiro momento, e que queiram, conosco, construir uma maioria política pra gente fazer as mudanças que o Brasil precisa.” 

A liderança de Lula é o que permitiu a consolidação de uma aliança tão ampla na largada da campanha, enfatizou o presidente do PT.

“O polo de atração de tudo isso é o presidente Lula, o que ele representa. E as forças políticas sabem da gravidade do momento histórico que nós estamos vivendo. Ele é grave internacionalmente e é grave nacionalmente também, onde se vê uma ascensão do pensamento autoritário, se vê uma ascensão de um pensamento que não aceita as pessoas diferentes.”

Os traços preocupantes do autoritarismo

Edinho Silva disse ter dificuldades de entender o processo de perseguição a imigrantes que acontece nos Estados Unidos, um sinal claro da face dos governos autoritários extremistas que não toleram o diferente.

“Eu não consigo entender. O Brasil é um país formado por imigrantes. Os Estados Unidos também foram um país formado por imigrantes. Como que você persegue imigrantes? Se não fossem os imigrantes, nós não seríamos quem nós somos. Se não fosse os imigrantes, os Estados Unidos não seriam o que são.”

A riqueza cultural, social e material dos países, disse Edinho Silva, é resultado da junção de povos, algo que é desprezado pela extrema direita.

“Como que nós vamos perseguir imigrantes? Mas tudo isso está em ascensão no Brasil e no mundo.  Perseguição a mulheres, a negros, a não aceitação da diversidade sexual, preconceito contra as pessoas que vivem com deficiência, enfim, um pensamento muito autoritário.”

Os riscos globais e nacionais do pensamento autoritário, frisou Edinho, deve estimular a união de forças políticas para derrotar a extrema direita. Essa união é necessária, reiterou o presidente do PT, para que o Brasil siga num processo de reconstrução e projeção de futuro, respeitando a diversidade, defendendo a soberania. “Só o presidente Lula tem essa estatura, tem essa vitalidade, tem essa capacidade”, disse Edinho, destacando a visão do presidente sobre a autonomia brasileira e a defesa da soberania.

“Temos que conversar com todo mundo que queira mudar o Brasil pra melhor. Acho que esse esse é o parâmetro. Quem quer um Brasil soberano, um Brasil que não esteja entregue aos interesses do governo Trump. Um Brasil que tem autonomia, que tem a soberania, que valoriza as nossas riquezas naturais. Um Brasil que não vira as costas ao mundo e não vira as costas ao seu povo, que trate bem o seu povo.”

Esse Brasil, disse Edinho, pensa no futuro. “Um Brasil que cresça economicamente, com muita responsabilidade fiscal, com muita seriedade fiscal, enfrentando o desafio de uma reforma de Estado que nós temos que fazer, de melhoria do gasto público, de aumento da nossa produtividade. Um Brasil que tem um projeto, desenvolvimento tecnológico e um Brasil que cada vez mais seja audaz em abrir novos mercados, que seja corajoso em abrir novos mercados para os nossos produtos, pra nossa indústria crescer, pra nossa agroindústria crescer. Com quem quer um Brasil como esse, nós temos que conversar, conversar com todo mundo”, concluiu.

Assista aqui a outros trechos da entrevista com Edinho Silva: