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Edinho reforça unidade do campo democrático e chama PT a ampliar diálogo social

Presidente do partido destaca importância da realização do 8º Congresso e cobra a presença da militância nos territórios e escuta da sociedade

Edinho Silva celebra: "Foi um acerto fazer o Congresso em ano eleitoral"

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu a unidade interna do partido e das forças de esquerda e do campo democrático durante o ato político de encerramento do 8º Congresso Nacional do PT. Edinho comemorou a realização do Congresso, afirmando que seu desfecho, com a aprovação do Manifesto do PT para seguir transformando o país, é uma importante resultado para ampliar o diálogo neste ano eleitoral. “Esse manifesto é a construção da unidade do PT”, declarou.

Edinho afirmou que o investimento na unidade no campo democrático deve ir além do discurso. “Que este 8º Congresso seja um momento de construção da nossa unidade, mas não só unidade no discurso, mas unidade na ação”, disse. 

Ao fazer um balanço do 8º Congresso, Edinho avaliou que a realização do encontro em ano eleitoral foi acertada. Segundo ele, o evento consolidou unidade na leitura de conjuntura e na estratégia eleitoral. 

“Nós precisávamos dar início no PT de debates importantes para nós. Debates importantes como termos unidade na leitura da conjuntura, termos unidade na tática eleitoral que pode parecer simples, mas não é. Esse 8º Congresso vai nos dar as condições políticas, a legitimidade de nós construirmos alianças em todos os estados brasileiros, alianças do campo democrático, para que a gente possa derrotar o fascismo no Brasil.”

Edinho também provocou a reflexão de delegados que participaram do Congresso, parlamentares e ministros presentes sobre a necessidade de a militância estar presente nos territórios. Para ele, o momento exige que o partido tenha humildade para ouvir setores da sociedade que hoje não se sentem representados pelo projeto político do PT.

“Nós temos que ter a humildade de ir até as periferias e perguntar por que as moradoras e os moradores das periferias que nós governamos para eles, que nós queremos representá-los neste momento, não querem conversar conosco. Nós temos que ter humildade e perguntar por que a juventude evangélica não quer conversar, por que o partido da classe trabalhadora não é o partido da juventude evangélica que pertence à classe trabalhadora.”

Em conversa com jornalistas, após o encerramento do Congresso, o presidente do PT afirmou que essa sugestão não se trata de autocrítica, mas uma necessidade de sair de ambientes virtuais e assumir uma postura de estar presente nos territórios, para fazer a disputa de narrativa.

“Hoje, por conta do advento das redes sociais, nós muitas vezes ficamos só nas redes sociais e deixamos de ter presença nos territórios. É um fenômeno que nós estamos vivendo no século 21, que eu tenho dito. Insisti agora é que nós temos que ter mais presença organizativa”, explicou.

Um novo modelo político

No campo programático, o presidente do PT criticou o atual modelo político. “Nós não queremos esse modelo político que está aí”, afirmou, ao mencionar críticas às emendas impositivas e ao que chamou de distorções na relação entre Executivo e Legislativo. 

“O PT tem que ir para a sociedade e defender aquilo que historicamente nós sempre defendemos, nós temos que defender a democracia direta. Se a democracia representativa está em crise, eu pergunto para vocês qual o partido que construiu o melhor modelo de democracia direta? Foi o PT! Portanto, companheiras e companheiros, nosso manifesto diz que o PT não concorda com esse modelo político que está aí, e que nós vamos defender com todas as nossas forças uma reforma política eleitoral no Brasil.”

Ele concluiu defendendo a mobilização eleitoral. “O nosso papel histórico é eleger o presidente Lula e a sua eleição significa a vitória da democracia e a derrota do fascismo.”

Rede PT de Comunicação.