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Educação avança; índice que mede desempenho de estudantes é o melhor em 20 anos

Investimentos do Governo Lula dão resultados positivos, com menores taxas de reprovação e mais aprendizado, segundo o Ideb, divulgado pelo Ministério da Educação

Para o presidente Lula, as políticas para manter os estudantes na escola, como o Pé-de-Meia, tiveram impacto positivo; ministro da educação comemora o melhor resultado em 20 anos.Foto: (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A visão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de tratar a educação no país como investimento, e nunca como gasto, traz resultados expressivos para o desenvolvimento de crianças, adolescentes e para o futuro do Brasil. Dados divulgados na quarta-feira, 5, pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – de 2023 a 2025 – alcançou o melhor resultado em 20 anos, ou seja, foi o melhor desempenho da série histórica, iniciada em 2005.

O Ideb é medido a cada dois anos, e avalia o desempenho dos estudantes dos ensinos fundamental e médio em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O objetivo é mensurar o desempenho dos estudantes em diferentes etapas da vida escolar nas redes públicas e privadas. Também são levadas em consideração para o cálculo do índice as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar.

Nos últimos três anos, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental passou de 6 para 6,3, nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano), e de 5 para 5,3, nos anos finais (do 6º ao 9º ano). Já o índice do ensino médio em ambas as redes foi de 4,3 para 4,5. Se considerada apenas as escolas públicas, o resultado salta de 5,7 para 6,1, nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0, nos anos finais, e de 4,1 para 4,3, no ensino médio. Essas notas constam no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou os avanços do Ideb. Na rede social X, ele listou alguns dos investimentos federais na educação. “Com o Pé-de-Meia, o abandono escolar caiu mais da metade entre os nossos estudantes. Também fizemos milhares de creches, ampliamos o ensino integral e teremos mais de uma centena de novos Institutos Federais”, publicou o presidente.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que o resultado positivo do Ideb é reflexo da permanência de mais estudantes na escola, com taxas menores de reprovações e ganhos de aprendizagem dos alunos.

“Após 20 anos, a escola brasileira conseguiu ao mesmo tempo melhorar o acesso; melhorar a trajetória desses estudantes, melhorando o fluxo desses estudantes; e melhorar a proficiência”, disse Barchini.

O Ministério da Educação anunciou medidas para acompanhamento próximo dos 442 municípios que seguem com Ideb abaixo de 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2023, 1.097 municípios se encontravam nessa situação. Em 2005, há mais de 20 anos, eram 4.110.

O Governo Lula vai prestar assistência técnica para esses municípios, com ênfase nos processos de aprendizagem e acompanhamento de ações. Em outubro, haverá a divulgação do programa de ação e metas que está sendo construído para atender às demandas do Novo Plano Nacional de Educação (PNE).

“Nossas crianças estão aprendendo mais”

Líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado, o senador Camilo Santana (PT-CE), que foi ministro da Educação exatamente no período em que o Ideb obteve os melhores desempenhos da série histórica, publicou um vídeo também celebrando os resultados divulgados pelo MEC. “O Brasil atingiu as melhores médias em todas as etapas do ensino fundamental e do ensino médio”, resumiu.

“Nossas crianças estão aprendendo mais. Nossos jovens melhoraram. E eu fico muito feliz, gente, de ver que o trabalho que nós fizemos no Ministério da Educação, nesses últimos anos, ao lado do grande presidente Lula, contribuiu muito e fez o Brasil conquistar mais esse avanço para a nossa gente”, acrescentou o senador.

O Ideb em cada estado

Todos os estados do país tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 deles tiveram índices maiores, dois ficaram estáveis e um registrou queda. No ensino médio, 23 estados subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e um registrou queda.

Em 2025, os dados do ensino fundamental nos anos iniciais refletem a realidade de 14,5 milhões de matrículas em 101 mil escolas. Nos anos finais, o índice retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.

Português e Matemática

Em uma escala de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em língua portuguesa, a avaliação passou de 207,6, em 2023, para 215,1 pontos, em 2025. E em matemática, de 218,3 para 227,4. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em língua portuguesa, a média passou de 252,9 para 256,6. Em matemática, de 249,9 para 255,3. Já no 3º ano do ensino médio, em língua portuguesa, o resultado passou de 269,1 para 272,3. Em matemática, de 263,9 para 268,0.

Considerando a totalidade da rede estadual, que inclui o ensino médio tradicional e o ensino médio integrado à educação profissional e tecnológica, em língua portuguesa, o desempenho dos estudantes que cursavam o 3º ano passou de 271,7 para 275,8. Em matemática, de 267,3 para 271,4, no mesmo período.

O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.

Medir para melhorar as políticas

O Ideb integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE).

Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o Ideb permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE.

O Saeb existe desde 1990 enquanto um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional.

As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e unidades da Federação ao longo das diferentes edições da avaliação.