Efeito Lula: semana termina com sequência de boas notícias para a economia e o povo

Queda do desemprego e da miséria, aumento da renda do trabalhador e mais confiança da indústria e do comércio são algumas delas

Divulgação - GovPe

Novo tempo: país vive fase de melhoria dos índices de desemprego, de inflação, de geração de renda, de redução da miséria, de confiança do comércio e da indústria

O governo Lula começa 2024 com uma sequência de boas notícias para a população e a economia, em um ritmo ainda maior que o do ano passado, frustrando a torcida e as previsões pessimistas. É uma sinalização de que o país voltou à trilha do desenvolvimento, o que se reflete, entre outros fatores, na melhoria dos índices de desemprego, de inflação, de geração de renda, de redução da miséria, de confiança do comércio e da indústria.

O presidente Lula afirmou, nesta sexta-feira (2), durante anúncio de investimentos no Túnel Submerso Santos Guarujá, em São Paulo, que está feliz por poder “cuidar das pessoas”, citando, entre outros avanços, a queda do preço da carne e dos alimentos. Também disse que a população deve estar preparada, pois ainda terá muitas notícias boas pela frente.

“Queridas e queridos companheiros, quero dizer para vocês o seguinte: eu tenho mais três anos de mandato. Se preparem, porque esse país vai surpreender o mundo. Se preparem que nós vamos crescer mais. Se preparem que a gente vai aumentar salário. Se preparem que o salário mínimo vai aumentar. Se preparem que a massa salarial vai crescer, e se preparem que o emprego vai crescer”, afirmou.

Pela rede social X, a presidenta do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), também comemorou a série de avanços conquistados até agora. “E a semana que foi recheada de notícias boas vai terminando com mais uma. Índice de miséria do Brasil fechou 2023 com o menor nível para dezembro desde 2007, primeiro ano de governo Lula”, destacou.

“Ao contrário das previsões catastróficas, o governo Lula está mostrando que o cenário do Brasil está mudando pra melhor, [com] crescimento e geração de emprego e renda”, disse, em outra publicação. “Desemprego recuou a 7,8% na média de 2023, a menor desde 2014. Depois da Lava Jato, golpe e tanto desmonte, estamos reconstruindo o país. Agora, é apressar o passo pra avançarmos ainda mais. Fazer o L sempre dá certo!”, acrescentou.

Pelo que se vê no país, essas duas manifestações não poderiam ser diferentes. Somente nesta semana, por exemplo, os dados de várias pesquisas confirmam que a promessa do presidente Lula de reconstruir o Brasil e dar dignidade à população, sobretudo a mais pobre, tem sido cumprida à risca. Um cenário totalmente diferente do quadro de miséria e fome promovido pelo governo fascista, irresponsável e desumano de Jair Bolsonaro.

A seguir, algumas boas notícias da semana:

Queda acentuada do desemprego

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a taxa média anual de desemprego no Brasil em 2023 foi de 7,8%, a menor de um ano desde 2014 (governo Dilma Rousseff), ocasião em que o indicador apontou 7%. O dado representa redução de 1,8 ponto percentual na comparação com 2022 (9,6%).

O levantamento, que leva em consideração o mercado de trabalho formal e informal, confirma a tendência de recuperação do mercado de trabalho, bastante afetado pela pandemia de Covid-19. Recorde da série histórica iniciada em 2012, a população ocupada chegou a 100,7 milhões de pessoas no ano passado, ficando 3,8% acima de 2022. Na comparação com 2012, houve aumento de 12,3% da força de trabalho (89,7 milhões).

O IBGE aponta diminuição do número de desempregados para 8,5 milhões de pessoas em 2023, uma queda de 1,8 milhão (-17,6%) no comparativo com 2022.

Renda das pessoas empregadas cresce 7,2%

A renda média real habitual das pessoas empregadas no Brasil registrou um aumento significativo em 2023, atingindo R$ 2.979,00, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao último trimestre do ano passado. Esse valor é 7,2% maior que o registrado em 2022 (R$ 2.780,00), o que representa a variação anual mais expressiva da série histórica, iniciada em 2012.

Segundo o IBGE, esse resultado se deve a crescimentos significativos tanto na população ocupada quanto na empregada com carteira assinada. O Instituto observa que os trabalhadores formalizados tendem a ter salários mais altos do que os informais, o que impacta positivamente na renda total do trabalho.

O aumento na renda média também contribuiu para um crescimento na massa de rendimentos real habitualmente recebida pelos trabalhadores brasileiros em todos os setores do mercado. Em 2023, essa massa atingiu o valor recorde de R$ 301,602 bilhões.

“Índice de miséria” atinge o nível mais baixo desde 2007

O primeiro ano do governo Lula fez com que o “índice de miséria” do Brasil caísse para o menor nível desde 2007, informa a consultoria MB Associados. Esse indicador é calculado a partir da combinação das taxas de inflação e desemprego.

Ao fim de 2003, o índice de miséria ficou em 12,5 pontos, o menor nível para dezembro desde 2007, primeiro ano do segundo mandato do presidente Lula, que registrou 12,3 pontos. Em outras palavras, Lula trouxe o Brasil de volta aos bons tempos de Lula.

“O ano de 2023 foi um momento em que voltamos a ver números parecidos com o que foi no passado”, disse, em entrevista ao Valor Econômico, o economista-chefe da MB, Sergio Vale. “As duas coisas (aumento do emprego e diminuição da inflação) evoluíram positivamente de forma bastante intensa”, explicou.

Lembrando: em dezembro de 2023, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 4,6% no acumulado de 12 meses – índice bem menor que os registrados em 2021 (10,06%) e 2022 (5,79%). Já o desemprego no último trimestre do ano passado ficou em 7,4%. Foi a menor taxa desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015, e a menor para um trimestre encerrado em dezembro desde 2014, conforme o IBGE.

IGP-M cai para 0,07% em janeiro – queda acumulada de 3,32% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) surpreendeu e caiu de 0,74% para 0,07% entre dezembro e janeiro, segundo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). Esse resultado representa uma queda acumulada de 3,32% nos últimos 12 meses. Em janeiro de 2023, o índice tinha registrado alta de 0,21% e acumulava aumento de 3,79% em 12 meses anteriores. O dado de janeiro de 2024 ficou abaixo do consenso LSEG de analistas, que previam inflação de 0,26% no mês.

O IGP-M é calculado a partir de outros três índices de preços, cada um com um peso diferente: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que corresponde a 60% do cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com 10%.

“Nesta edição, o Índice de Preços ao Produtor mostra arrefecimento dos preços das Matérias-Primas Brutas (de 3,06% para 0,49%), o que se mantido nas próximas apurações, pode antecipar a desaceleração dos preços de alimentos industrializados, cujos preços, neste momento, sinalizam aceleração, passando a variação de 0,92% para 1,19%”, explicou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços do FGV IBRE.

Confiança da Indústria sobe 1,8%, melhor resultado desde agosto de 2022

Os avanços econômicos registrados no governo Lula, como facilitação de crédito, controle da inflação e melhora na demanda, resultaram em um aumento de 1,8 ponto no Índice de Confiança da Indústria (ICI), que chegou a 97,4 pontos em janeiro, melhor resultado desde agosto de 2022 (100). Em médias móveis trimestrais, o crescimento foi de 2,2 pontos, para 95,4 pontos. Os dados são FGV IBRE.

“Após um fim de ano menos pessimista, o setor industrial começa 2024 com alta na confiança. A recuperação se mantém pelo quarto mês consecutivo e com características semelhantes ao observado nos últimos meses”, analisa Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.

“A alta de janeiro reflete a percepção de melhora dos empresários em relação à situação atual, resultado do aumento da demanda e do movimento de escoamento de estoques que alcançam o nível neutro pela primeira vez desde 2022”, acrescenta Pacini.

Confiança do comércio atinge 90,5 pontos, maior nível desde outubro de 2022

A melhoria do ambiente macroeconômico com o governo Lula refletiu no Índice de Confiança do Comércio (ICOM), que avançou 1,2 ponto em janeiro, para 90,5 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (94,9 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu pelo segundo mês consecutivo, em 1,1 ponto, para 89,4 pontos. Os dados são do FGV IBRE.

“A confiança do comércio inicia 2024 em alta, mantendo a tendência positiva sustentada pelas expectativas para os próximos meses”, explica Geórgia Veloso, economista do FGV IBRE. Segundo a especialista, embora as perspectivas sejam mais otimistas para o ano que se inicia, associadas à possível continuidade na melhora do ambiente macroeconômico, o setor ainda enfrenta desafios para a sua recuperação, devido aos elevados níveis de endividamento e às taxas de crédito ao consumidor, que impactam a retomada plena da demanda.

Esse desafio citado por Geórgia se refere a um dos efeitos nocivos causados pelos altos patamares da taxa básica de juros (Selic), insistentemente mantidos pelo Banco Central, presidido pelo bolsonarista Roberto Campos Neto. Tanto comerciantes quanto consumidores acabam sendo prejudicados.

Menor número de assassinatos dos últimos 14 anos

O primeiro ano do governo Lula foi um sucesso também no combate à violência, como mostram dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Um dos que mais chamam a atenção é a redução no número de assassinatos. De acordo com o balanço, o Brasil fechou 2023 com o menor registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) desde 2010.

Em 2023, foram registrados 40.429 CVLIs (que comportam homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios e lesões corporais seguidas de morte). Em 2022, foram 42.190 ocorrências desses tipos. A redução é de 4,17%, o que representa quase 2 mil vidas salvas.

Também são destaques a redução de roubos a veículos (-9,78%), roubos de carga (-11,06%), crimes contra instituições financeiras (-40,91%) e do desmatamento ilegal da Amazônia (-49,9%). Os dados foram inseridos no SINESP, o sistema nacional de dados de Segurança Pública, pelos 26 estados e o Distrito Federal.

Por trás desses resultados, estão o aumento de 13% nos investimentos em segurança pública, o crescimento de 27% dos valores repassados pelo governo federal para estados e municípios e um acréscimo de 25,5% nas apreensões de armas ilegais.

Da Redação

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