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‘Flávio Bolsonaro nunca trabalhou, nunca teve emprego’, diz secretário do PT

À frente da comunicação nacional do partido, Éden Valadares afirma que pré-candidatura da extrema direita será desconstruída 'sem adjetivação' e com base em fatos

O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, abordou a conjuntura política atual em recente entrevista ao Podnews, do SBT News. O petista falou sobre como o PT se prepara para encarar a extrema direita nas eleições de outubro. Na avaliação dele, a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, deve ser desconstruída sem que o parlamentar seja “adjetivado”.

“Eles vão tentar apresentar o Flávio como um pai de família, jovem, moderado, de direita, mas do diálogo. Essa é uma versão que o marketing vai tentar apresentar. O que a comunicação do PT e o presidente Edinho têm orientado é não usar adjetivo nenhum na caracterização de Flávio Bolsonaro. É apresentar Flávio por Flávio, apresentar a verdade sobre a trajetória dele”, afirmou Éden.

O petista completou: “Quem é Flávio? O que ele ocupou de cargo público na vida? Cá para nós, ele só ocupou cargo público na vida. Ele nunca trabalhou, nunca foi trabalhador, nunca teve emprego. Então, ele ocupa, por conta da família, cargos públicos a vida toda”, prosseguiu.

Para Éden, a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro impõe uma divisão na oposição, que não terá, mais uma vez, um candidato moderado para concorrer. Segundo Éden, não há a chamada “terceira via” na disputa política.

“A primeira vítima das eleições novamente é a direita, porque apresenta um candidato bolsonarista, com o sobrenome Bolsonaro, com a trajetória bolsonarista e com valores bolsonaristas. Aquela ideia de ter uma candidatura de direita, mediada, moderada, moderna, que tentavam transformar Tarcísio [de Freitas] nisso, foi a primeira vítima das eleições. Essa terceira via não existe no Brasil”, argumentou.

Caso ‘Bolsomaster’

Éden também criticou a cobertura da imprensa no caso do Banco Master. De acordo com o petista, há uma “falsa equivalência entre a direita e esquerda”. “Quem está envolvido no Master? Governador Ibaneis, do Distrito Federal, da direita e do centrão. Ciro Nogueira, presidente do PP, direita, centrão. Rueda, presidente do União Brasil, centrão, direita. ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, centrão, direita”, nomeou.

O secretário lembrou que foi durante o Governo Bolsonaro que o banqueiro Daniel Vorcaro teve autorização para comprar o banco e que o o escândalo foi descoberto no Governo Lula.

“Aí pegam o [Ricardo] Lewandowski, que prestou consultoria, o Guido Mantega, que prestou consultoria, que não são dirigentes partidários, foram ministros dos governos do PT, mas não são dirigentes partidários, não é a mesma dimensão, pegam dois casos isolados para comparar com um esquema que foi montado, gestado e acelerado durante o governo de Bolsonaro”, reforçou.

A rejeição de Messias no Senado

Sobre a rejeição do nome advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o secretário de Comunicação do PT afirmou que a decisão do Senado extrapolou a razoabilidade, já que ele cumpria pré-requisitos como reputação ilibada e ser um servidor público de grandes serviços prestados ao Brasil.

“O que aconteceu foi uma rejeição política. A maioria do Senado Federal rejeitou o nome de Messias por uma série de questões não técnicas, mas, sim, políticas. Eu penso que a maioria do Senado Federal fez dessa rejeição um recado ao próprio governo, fez disso um recado ao Supremo Tribunal Federal, ao Poder Judiciário”, indicou.

Assista à entrevista: