Após cinco dias dos terremotos que devastaram partes da Venezuela, as operações de busca e salvamento continuam. Na noite de domingo, 28, o governo do presidente Lula enviou o quarto voo da missão humanitária brasileira ao país vizinho. A aeronave transportou 35 bombeiros militares de São Paulo e Minas Gerais para reforçar as equipes que atuam no resgate das vítimas.
O governo federal tem ampliado o apoio às ações de resgate e ao atendimento dos feridos na Venezuela. A primeira aeronave da missão decolou na sexta-feira (26) com destino a Maracay, levando 12 toneladas de equipamentos e uma equipe composta por 44 profissionais especializados para auxiliar nos trabalhos de socorro.
A missão contou com médicos, bombeiros, especialistas da Defesa Civil e técnicos da Anatel, responsáveis por auxiliar no rastreamento de sinais de telefonia celular sob os escombros, com o objetivo de localizar sobreviventes. Também foram enviados cães farejadores para reforçar as buscas pelos desaparecidos, cujo número já chega a 50 mil.
Na manhã de sábado, 27, o segundo voo humanitário partiu do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A aeronave transportou uma unidade avançada de trauma do hospital de campanha da Marinha do Brasil, acompanhada por uma equipe médica formada por 48 profissionais, além de 100 purificadores de água movidos a energia solar. Em consequência dos terremotos, parte das cidades venezuelanas permanece sem fornecimento de energia elétrica.
De acordo com o governo brasileiro, o terceiro voo levou medicamentos e o módulo complementar necessário para o funcionamento de um hospital de campanha. Ao todo, foram enviados cerca de 112 mil medicamentos, quantidade suficiente para atender aproximadamente 1,5 mil vítimas durante um mês.
Segundo estimativas da ONU, mais de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas e cerca de 6,8 milhões foram afetadas pelos terremotos, sendo 2 milhões apenas na região de Caracas.
A operação humanitária é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).
Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Brasil.