O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está na França, em Évian-les-Bains, no leste do país, região dos Alpes franceses, onde participará da Cúpula do G7. É a décima vez que o petista é convidado para o encontro. O grupo reúne os países mais industrializados do mundo, entre os quais, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, embora a União Europeia (UE) esteja igualmente representada.
As maiores economias do mundo se reúnem sob a expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para o fim da guerra que se estendeu pelo Oriente Médio, pressionando o preço dos combustíveis globalmente. Até o momento, não existe ainda qualquer possibilidade de um encontro bilateral de Lula com Donald Trump. O foco central do encontro dos países serão parcerias comerciais, o desenvolvimento econômico equilibrado e a proteção digital, sobretudo de crianças e jovens.
Ao chegar para o G7, que acontece em Évian-les-Bains, na França, fui recebido em Genebra pelo presidente da Suíça, Guy Parmelin. Destacamos a comemoração de 200 anos de relações diplomáticas e 18 anos de parceria estratégica entre os dois países.
A Suíça é uma das principais… pic.twitter.com/DLGhfGkgTw
— Lula (@LulaOficial) June 15, 2026
O Brasil fará parte de sessões abertas aos convidados. Na terça, 16, está prevista discussão sobre parcerias internacionais. Na quarta, 17, os líderes dos países debatem o crescimento econômico equilibrado. O G7 deve apresentar sete textos abordando temas diversos. O conteúdo deles ainda está sendo negociado, conforme esclareceu o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough.
“Não se espera que os países convidados endossem, necessariamente, os documentos. Eles poderão, se acharem que é o caso. A gente, como convidado, não participa de toda a negociação dos documentos. Somos chamados para fornecer insumos, a nossa visão sobre cada um dos assuntos, mas a negociação em si, especialmente a parte final, é feita somente pelos integrantes plenos do G7″, disse o diplomata, durante coletiva à imprensa, na semana passada, no Palácio Itamaraty.
Debates no G7
O primeiro texto, prioridade da presidência francesa do grupo, aborda as parcerias internacionais para o desenvolvimento. O segundo é voltado ao crescimento econômico equilibrado. Em relação a ambos, o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty destacou a necessidade de reforma das instituições de governança global, reivindicação histórica do Brasil, sempre presente nos discursos de Lula em fóruns internacionais.
Já o terceiro documento trata da proteção online de menores de idade. “É importante salientar que o Brasil está na vanguarda dessa questão. Nós aprovamos o Estatuto Digital da Criança e Adolescente em setembro do ano passado”, pontuou Philip Fox-Drummond Gough.
E no sétimo e último documento, aparecem os minerais críticos. O Brasil detém mais de 740 reservas catalogadas, totalizando quase 130 milhões de toneladas de minérios. Essas riquezas estratégicas são objeto de cobiça dos EUA e da política externa expansionista de Washington.
“Do ponto de vista do Brasil, o mais importante é ter um olhar de desenvolvimento nessa questão de minerais críticos. E o olhar de desenvolvimento principal, no caso, é você fazer agregação de valor no próprio local de extração. Esse é um ponto que o próprio presidente da República tem levantado em várias ocasiões”, observou Philip Fox-Drummond Gough.
Os outros temas debatidos pelos países do G7 são: combate ao narcotráfico, luta contra o câncer e enfrentamento ao contrabando de migrantes.

Encontros bilaterais
Em Évian-les-Bains, Lula tem reuniões bilaterais confirmadas, até o momento, com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião do evento. Não há agenda prevista, no entanto, com o presidente dos EUA, Donald Trump. Qualquer conversa entre o petista e Trump, ainda que inevitável durante o encontro do G7, seria de caráter extraoficial, informa o Itamaraty.
Recentemente, a Casa Branca determinou tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras por supostas práticas comerciais desleais. O anúncio foi feito logo após a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, a Washington, onde esteve reunido com Trump. O governo estadunidense também incluiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas. Lula tentar reverter as decisões do republicano.
Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Gov.