O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira, 15, de duas reuniões bilaterais durante sua agenda na cidade francesa de Évian-les-Bains, onde ocorre a cúpula do G7. Um dos encontros foi com o presidente da França, Emmanuel Macron.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula agradeceu o convite do presidente francês para participar da cúpula do G7 e lembrou que esteve em Évian pela primeira vez em 20030. Durante a conversa, o presidente do Brasil destacou os 20 anos da criação da Unitaid, iniciativa lançada em 2006 por Lula e pelo então presidente francês Jacques Chirac com o objetivo de ampliar o acesso a medicamentos em países do Sul-Global.
Os dois presidentes também discutiram os avanços positivos da cooperação em defesa, principalmente o sucesso do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), e a cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá.
Durante o encontro, Macron demonstrou o interesse da França em participar do plano brasileiro para a aquisição de supercomputadores, em reforço à soberania digital do Brasil.
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Lula também teve uma reunião bilateral com o presidente da Suíça, Guy Parmelin. O encontro foi voltado ao aprofundamento das relações econômicas e comerciais entre os dois países.
Durante o encontro, os chefes de Estado discutiram o comércio bilateral e manifestaram interesse em ampliar e diversificar a pauta de exportações. Lula e Parmelin avaliaram ainda que o Acordo Mercosul-EFTA pode impulsionar as trocas comerciais e fortalecer a integração econômica em um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas e por desafios ao multilateralismo.
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Além da agenda econômica, os presidentes decidiram ampliar a cooperação em áreas estratégicas, como inteligência artificial, transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa.

Parmelin também parabenizou o Brasil pela realização da COP30, em Belém, e destacou os resultados alcançados pelo país nas ações de combate ao desmatamento.
A cúpula do G7 é uma organização informal de líderes de algumas das maiores economias do mundo e tem reuniões previstas até a próxima quarta-feira, 17. O Brasil fará parte de sessões abertas aos convidados.