O compromisso do Governo Federal com a democratização do acesso à educação e à cultura ganha força com o MEC Livros, biblioteca digital pública coordenada pelo Ministério da Educação. A iniciativa amplia o acesso gratuito à literatura e consolida uma política de Estado voltada à formação de leitores, ao apoio pedagógico e à valorização do patrimônio literário nacional.
Com quase 8 mil obras literárias nacionais e internacionais disponíveis gratuitamente, o acervo é cuidadosamente selecionado para atender a diferentes perfis, desde leitores comuns à pesquisadores. Dados do Ministério da Educação mostram que, em menos de três semanas após o início do funcionamento da plataforma, o MEC Livros teve um total de 566 mil acessos e mais de 263 mil títulos emprestados. Nesta quinta-feira, 23, Dia Mundial do Livro, o presidente Lula assinou o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
O modelo de empréstimo funciona como o de uma biblioteca. O usuário tem 14 dias para a leitura, com possibilidade de renovação. Para obras de alta demanda, existe uma fila de espera virtual. Dentre os títulos disponíveis, encontram-se 1,2 mil lançamentos e best-sellers, mil obras disponíveis com empréstimos ilimitados e cerca de dois mil títulos em domínio público, que permitem o processo de conversão dos materiais para ePub ou PDF, ampliando a acessibilidade digital.
Para avaliar os impactos da iniciativa na prática, a Rede PT de Comunicação ouviu usuários da plataforma, criadores de conteúdo literário e profissionais da área. As percepções apontam para uma experiência positiva e reforçam o potencial do MEC Livros como ferramenta de democratização do acesso à leitura.
Usuários elogiam títulos
Atraindo diversos públicos, o MEC Livros alcançou sucesso entre o público leitor poucos dias após o seu lançamento. Hugo Vinícius, 26, gostou da proposta da plataforma e elogiou a sua interface. “A experiência de leitura foi boa. É uma forma prática de dar acesso à leitura para as pessoas, super prático e intuitivo de utilizar”, afirmou. O técnico de áudio pernambucano disse que está lendo “Iluminuras”, clássico da poesia francesa de Arthur Rimbaud, e que se interessa pelo catálogo de literatura brasileira disponível no aplicativo.
O jornalista Thiago Ferrari,21, por sua vez, destacou a experiência durante o uso do aplicativo. “Ele é muito intuitivo, não é travado. Funciona muito fácil e a exibição em si das páginas dos livros é muito boa”, declarou, trazendo o MEC Livros como um espaço que dá “acesso aos livros para todos os brasileiros”.
O curitibano leu na plataforma o livro de contos “Vê se vai me visitar quando eu tiver ido embora”, do escritor e psicanalista brasileiro Jonatan Magella, e destacou a gama de obras da literatura contemporânea que são oferecidas no portal, trazendo esse autores do nosso tempo para todos os públicos de forma gratuita. “O fato deles estarem disponíveis lá facilita muito e me interessa bastante”, afirmou.
“Para revolucionar toda uma geração de pessoas”
Um dos pontos positivos mais comentados sobre biblioteca digital é a facilitação do contato com os livros. Roberta Gurriti, escritora e criadora de conteúdo literário nas redes sociais de Salvador (BA), comemorou a criação da plataforma. “O MEC Livros chegou para revolucionar toda uma geração de pessoas, leitores, de pessoas que querem começar no universo da leitura, que querem começar a ter o hábito da leitura, ou aquelas até que querem retornar para o hábito. Isso é maravilhoso”, declarou a influenciadora literária.
Trabalhando com o intuito de promover o hábito literário para seu público, Gurriti afirmou que o aplicativo traz lançamentos da comunidade literária para todas as idades de forma gratuita. “Isso é muito emocionante, porque é ainda mais fácil para a gente, enquanto influenciador, indicar esses títulos e saber que as pessoas vão ter acesso a eles, de fato. Quando eu abri a plataforma e vi os livros jovens, os livros novos mesmo que a gente sempre fala, e também pude ver meus seguidores falando ‘ai, finalmente eu vou poder acessar, ler, e ver’, é emocionante demais.”, ressaltou.
Como autora de “Entrevistando Você” e com mais um livro em produção, Roberta já estipulou um novo sonho profissional. “O novo sonho que eu tenho de carreira, é ter os meus livros lá. Que eles estejam lá para que as pessoas consigam acessá-los ainda mais fácil”, afirmou.
“Para que as pessoas possam ter acesso à literatura”
Entre os docentes, a plataforma também tem sucesso. A professora de português e espanhol aposentada da rede estadual de ensino no Paraná, Claudia Gruber, 57, trouxe a visão de que o MEC Livros é uma fonte de conhecimento para toda a sociedade.
“A plataforma pode sim ser uma fonte de estudos, não só para estudantes, mas para as pessoas de um modo geral, já que a quantidade de livros que estão disponibilizados é muito grande e variada. Então a pessoa pode trabalhar com esse material de uma maneira muito tranquila, sem precisar de grandes esforços, apenas a vontade de ler, de estar se inteirando de assuntos, sejam eles relacionados à literatura ou de outras áreas”, ressaltou.
Afirmando que ainda é uma pessoa que aprecia o contato com livros físicos, Claudia Gruber não deixou de trazer sua avaliação positiva quanto à importância da política pública. “A criação do MEC Livros foi uma iniciativa maravilhosa para que as pessoas possam ter acesso à literatura e também a outros livros de qualidade, de uma maneira simples e acessível. Até porque hoje em dia a gente sabe que existe uma grande dificuldade em se priorizar livros impressos, seja pelo custo ou então pelo fato de outras prioridades, outras necessidades básicas virem na frente desse tipo de consumo”.
Política pública de leitura e parcerias estratégicas
Mais do que uma biblioteca digital, o MEC Livros é parte de uma política estruturante de incentivo à leitura. O Ministério da Educação mantém parcerias com instituições como a Fundação Biblioteca Nacional e articula novas colaborações com entidades como a Academia Brasileira de Letras (ABL), a Edições Câmara, o Instituto Mojo e a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), buscando ampliar o acervo e fortalecendo o acesso público ao conhecimento.
Em nota, a assessoria do Ministério da Educação ressaltou o foco do órgão em promover a democratização do acesso à leitura para as brasileiras e brasileiros.
“O MEC segue comprometido com o fortalecimento das políticas de livro e leitura em suas diferentes frentes, considerando a importância tanto do suporte físico quanto do digital para atender aos distintos contextos educacionais e perfis de leitores.”
Como acessar o MEC Livros
1- Acesse o site oficial ou baixe o aplicativo do MEC Livros (disponível para Android ou IOS);
2- Faça login com sua conta gov.br;
3- Quando escolher a sua leitura, clique na capa do livro desejado;
4- Por fim, clique em “Emprestar e Ler” para iniciar a leitura.
O prazo de empréstimo é de 14 dias, com possibilidade de renovação mediante disponibilidade. No caso de escolha de um livro que já esteja no limite de empréstimos, o usuário pode participar de uma “lista de espera”. A fila segue a lógica de chegada: quando o livro for devolvido por outro usuário, o primeiro da fila pode emprestar o material.
Rede PT de Comunicação.