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Mulheres do PT participam de lançamento do Observatório Nacional da Mulher na Política

Iniciativa reúne parlamentares, pesquisadoras, órgãos públicos e organizações não-governamentais para consolidar pesquisas sobre a participação da mulher na política

Anne Moura participa do lançamento do Observatório Nacional da Mulher na Política

Ana Clara, Elas Por Elas

Na tarde dessa quarta-feira, 30, as mulheres do PT participaram do lançamento do Observatório Nacional da Mulher na Política na Câmara Federal – um esforço conjunto da sociedade civil organizada e mulheres parlamentares para investigar, monitorar e centralizar estudos, pesquisas e indicadores sobre a atuação política de mulheres em âmbito federal, estadual e municipal. 

“As mulheres do PT estão na linha de frente dessa iniciativa em um empenho suprapartidário para diminuir os obstáculos para a ampliação da representatividade feminina nos espaços de poder, principalmente combater a violência política de gênero “, afirmou Anne Moura, secretária nacional de mulheres do PT, representando o Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos.

As deputadas federais professora Rosa Neide (PT-MT), Erika Kokay (PT-DF) também participaram do evento junto com parlamentares de diversos outros partidos, representantes da ONU, TSE, Secretaria Nacional de Política para as Mulheres e Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Anne Moura, Secretária Nacional de Mulheres do PT

Elas Por Elas no combate à violência política de gênero

 

Hoje, no Brasil, a Câmara Federal possui apenas 15% de mulheres e o Senado Federal 12%. Em âmbito municipal, 900 municípios não tiveram sequer uma vereadora eleita nas eleições de 2020. A iniciativa vem na esteira de diversas outras ações para combater a violência política de gênero como o pedido de realização de audiência pública sobre a violência política contra vereadoras e prefeitas eleitas em todo país.

Esse ano, por exemplo, um ‘CPF fantasma’ entrou com pedido de ação para cassar uma vereadora do PT, no caso a parlamentar Duda Hidalgo, em Ribeirão Preto.  Na capital paulista, a vereadora Juliana Cardosoapanhou e recebeu voz de prisão da GCM quando defendia jovens do movimento estudantil. Em Fortaleza, hackers invadiram o plenário e agrediram a vereadora Larissa Gaspar. Em Araraquara, a vereadora Filipa Brunelli está ameaçada de sofrer sanções por ter proferido discurso em defesa da causa LGBT por uma moção de repúdio ao PL 504/2020, que tramita na Alesp.

Após a eleição da vereadora do PT, Thays Bieberbach, em União da Vitória (PT), ela recebeu comentários que, nitidamente, desmerecem a própria condição de mulher. Os impropérios misóginos se misturam entre os seguintes: “anta”, “acéfala”, “merda”, “idiota”, “lixo”, “verme”, “otária”, “doente mental”.

 Em Joinville (SC), Ana Lucia Martins (PT) primeira mulher negra eleita na cidade, teve que procurar segurança abrindo um boletim de ocorrência contra ameaças que vem recebendo em suas redes sociais desde o anúncio de vitória nas eleições. As mensagens recebidas diziam: “Agora só falta a gente m4t4r el4 [sic] e entrar o suplente que é branco”.

 Em Goiânia, a deputada estadual Delegada Adriana Accorsi (PT) e sua família foram ameaçadas por um perfil falso na rede social Instagram. Uma conta identificada como Hugo Rossi enviou mensagens de cunho ameaçador para a parlamentar, que concorreu à Prefeitura de Goiânia nestas eleições, chegando perguntar se ela já havia “comprado caixão” para suas filhas

 A burocracia institucional, o silenciamento, as agressões virtuais, a ofensiva das fake news, as manobras para evitar ocupar espaços institucionais internos (comissões, mesas, frentes parlamentares, etc), exposição de vida privada são as diversas fontes de constantes ataques, que prejudicam o exercício pleno do mandato parlamentar.

“Estamos atuando em todas as frentes para ampliar a participação da mulher na política em todos os âmbitos: federal, estadual e municipal. A construção de dados e indicadores é estratégico para que possamos intervir de maneira mais assertiva e garantir um exercício pleno do mandato de mulheres, sem violência política de gênero”, afirmou Anne Moura.

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