O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o partido vão colocar no centro da disputa eleitoral a comparação entre o país reconstruído após o governo da destruição de Jair Bolsonaro e o projeto para um quarto mandato do petista. Em declarações a jornalistas durante o 8º Congresso Nacional do PT, neste sábado, 25, Edinho disse que a estratégia do PT não passa por reagir à oposição, mas por apresentar resultados concretos de suas gestões e propostas claras para o futuro.
“Nossa prioridade não é a família Bolsonaro, mas mostrar o que o presidente Lula fez e o que quer fazer num quarto mandato”, declarou. Em seguida, reforçou: “Deixe a família Bolsonaro explicar o que fez nas últimas décadas no Brasil”, disse.
De acordo com Edinho, o confronto de projetos precisa ser feito com base em dados e entregas. Ele argumenta que o Governo Lula herdou um cenário de colapso institucional e econômico, com deficits elevados e instituições fragilizadas, além da tentativa de golpe de 8 de janeiro.
O que Bolsonaro deixou
Edinho afirmou que parte do debate público ainda é contaminado por crises e denúncias que, segundo ele, têm origem no Governo Bolsonaro. “Todas as denúncias de corrupção tiveram início no governo anterior”, disse, ressaltando que o presidente Lula tem determinado a apuração dos casos.
Para o dirigente, esses episódios acabam “turvando a visão da sociedade” e desviando o foco das realizações do governo. Ainda assim, ele avalia que o PT deve insistir na comparação direta entre os períodos, evidenciando as diferenças de projeto e de resultados.
Nesse contexto, Edinho evitou personalizar o embate, mas deixou claro que a oposição precisará responder por sua trajetória. Ao mencionar a família Bolsonaro, afirmou que o partido não pretende pautar a campanha por ataques, mas pela cobrança política: “Temos que enfrentar os adversários a partir do que fazemos”.
Reconstrução do país
O presidente do PT enfatizou que o Governo Lula apresenta resultados consistentes, que devem ser o eixo da campanha. Segundo ele, a gestão Lula estabilizou a economia, retomou o crescimento sustentável e conduziu o país à menor taxa de desemprego dos últimos anos. Também destacou a recuperação da renda das famílias e a volta do investimento público em larga escala.
“Estamos vivenciando a menor taxa de desemprego e a recuperação da renda da família brasileira”, afirmou. Ele citou ainda a retomada de políticas estruturantes, como o PAC, com quase R$ 1 trilhão em obras de infraestrutura, e o Minha Casa Minha Vida, com milhões de moradias contratadas. Na área social, ressaltou que o Brasil voltou a sair do mapa da fome, um dos principais marcos do atual governo.
Edinho defendeu que o desafio político agora é fazer com que essas entregas cheguem com mais força à população. “Temos que dialogar com a sociedade para que ela veja as obras estruturantes no seu estado e na sua cidade”, disse, indicando que a comunicação será decisiva no processo eleitoral.
Reformas
Além do balanço do governo, Edinho antecipou os principais eixos de um quarto mandato de Lula. Entre as prioridades, citou reformas política e do Poder Judiciário, que, segundo ele, devem ser conduzidas “para fortalecer a democracia, sendo o Judiciário o maior zelador dela”.
Ele também destacou a ampliação da educação integral e das creches como parte de uma agenda social estruturante. Na área econômica, defendeu o aproveitamento estratégico das terras raras como riqueza nacional voltada à industrialização, em contraposição ao que classificou como intenção da oposição de entregar esses recursos a interesses externos.