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Parlamentares do PT denunciam reais intenções de Flávio Bolsonaro nos EUA

Petistas reafirmam que senador é traidor da Pátria e apontam, ainda, ausências constantes do bolsonarista no Senado: "trocou o Brasil pelos Estados Unidos"

Foto: Site PT

Parlamentares do Partido dos Trabalhadores se posicionaram com firmeza após o discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em audiência pública nos Estados Unidos (EUA), nesta terça-feira, 7. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), denunciou uma série de ações do senador contra o Brasil, estratégia que dá continuidade à tentativa de golpe de Estado que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a mais de 27 anos de prisão.

“Nos EUA, Flávio não foi defender empregos, empresas, agricultores, trabalhadores nem a soberania brasileira”, escreveu o petista, na plataforma X.

O senador, acrescentou Uczai, “foi atuar na linha auxiliar de uma ofensiva contra o país: tarifaço sobre produtos brasileiros, sanções políticas pela via da Magnitsky, ataques ao Pix, pressão sobre minerais críticos e até a vergonhosa oferta de uma ‘equipe de transição’ que não existe na lei brasileira”. “É o bolsonarismo tentando entregar no exterior aquilo que não venceu nas urnas”, enfatizou Uczai.

O líder do PT na Câmara também expôs o absenteísmo de Flávio Bolsonaro no Senado. “Enquanto viajava repetidas vezes aos EUA para articular agendas contra o Brasil, abandonou o trabalho que deveria cumprir em Brasília”, criticou.

“Os dados são escandalosos: compareceu a apenas uma das 29 audiências da Comissão de Direitos Humanos, uma das duas audiências da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], faltou à audiência da Comissão de Segurança Pública, ignorou as duas audiências da Comissão de Transparência e não apareceu em nenhuma das cinco sessões de debates temáticos do plenário”, prosseguiu Uczai.

Flávio Bolsonaro “traidor da Pátria”

Desde meados 2025, quando os EUA anunciaram planos tarifários, o Governo Federal intensificou negociações com a Casa Branca. Mais recentemente, as conversas diplomáticas se desenrolaram ao longo de junho e julho, de forma prioritária e urgente. Nesse período, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, cassado em dezembro de 2025 e condenado à prisão em  junho de 2026, pediu que autoridades estadunidenses taxassem exportações nacionais e ainda sancionassem autoridades brasileiras, o que chegou a ocorrer.

Por conta disso, o deputado federal Lindbergh Farias (RJ) chamou o filho mais velho de Jair Bolsonaro de “traidor” e o acusou de querer “posar de quem é contra as tarifas”.

“Flávio foi aos EUA para atrapalhar as negociações sobre o tarifaço. Eles lutaram pelas tarifas para tentar intimidar o Brasil, impedir que seu pai fosse julgado e preso”, publicou Lindbergh. “Só tem um jeito da gente se proteger dessa turma, é derrotando eles em outubro!”, concluiu.

Não há bom momento para tarifas

Em Washington, falando em inglês, Flávio Bolsonaro disse que esse é o “pior momento possível” para a imposição de tarifas sobre as exportações brasileiras. Ao senador, o deputado federal Bohn Gass (RS) lembrou que os empresários estadunidenses vêm alertando o presidente Donald Trump de que a medida é nociva para os negócios.

“Até grandes empresas dos EUA pedem que Trump não aplique novas tarifas às exportações brasileiras, porque isso implicaria em aumento de preços para o próprio consumidor estadunidense. Mas os bolsonaristas sem escrúpulos continuam tentando culpar o Lula”, publicou Bohn Gass.

Da Rede PT de Comunicação.